31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil após eleição de Lula expectativa sobre transição e deverá haver volatividade nos próximos dias

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 31/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem clareza e no Brasil todas as atenções para a eleição presidencial no Brasil, o ex-presidente Lula é eleito, derrota o atual presidente e necessita iniciar a transição, que interessa ao mercado.  Setores avaliam que haverá volatividade até começar a ficar claro qual será a equipe de transição e econômica.

 

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Mercados globais amanhecem sem direção definida (EUA -0,6% e Europa 0%) em início de semana movimentada por mais divulgações de balanços e decisão de política monetária do Federal Reserve. A temporada de resultados americana segue melhor do que o esperado, das 263 companhias do S&P 500 que já reportaram seus resultados, 73% superaram as estimativas de lucro, segundo a Refinitiv. Já as expectativas para o FOMC apontam uma probabilidade de 88% para uma nova alta de 75 pontos-base na taxa de juros, ainda que investidores já comecem a esperar um posicionamento mais dovish no discurso do Jerome Powell. Na Europa, a prévia da inflação na Zona do Euro atingiu 10,7% no acumulado dos últimos 12 meses, superando o consenso de 10,2% e adicionando mais pressão no Banco Central Europeu para uma postura mais contracionista. Na China, o índice de Hang Seng (-1,2%) se encaminha para concluir o seu pior mês desde outubro de 2008, à medida que a atividade econômica chinesa segue deteriorada. A sondagem empresarial PMI feita pelo  governo da China ficou em em 49,2 em outubro, recuando de 50,9 no mês anterior. Leituras abaixo de 50 sugerem contração. O resultado sugere que a economia chinesa pode estar desacelerando mais do que o esperado, o que atingiu os preços das commodities nesta manhã, principalmente metais.

IBOVESPA -0,09% | 114.539 Pontos.   CÂMBIO -0,12% | 5,30/USD

Os mercados começam com os ativos brasileiros negociados lá fora reagindo negativamente ao resultado do segundo turno das eleições. O principal ETF brasileiro negociado na Bolsa de Nova York, o EWZ, caiu mais de 5% no pré-mercado. Ao longo dos próximos dias, os mercados vão buscar a sinalização do presidente eleito Lula sobre a economia. A política monetária brasileira também continua em foco, com a divulgação da ata do Copom da última reunião na semana passada, e no campo dos dados econômicos, o destaque será a produção industrial de setembro.

Na agenda internacional, os mercados estarão atentos para a decisão do comitê de política monetária do Federa Reserve, principalmente no comunicado pós-reunião, que deve trazer sinalizações importantes sobre os próximos passos do banco central americano. O Banco da Inglaterra também decidirá sobre juros e política monetária. De dados econômicos, destaque para dados do mercado de trabalho nos EUA de outubro.

Resumo da semana anterior

Na semana de reta final para o segundo turno das eleições, o Ibovespa encerrou com queda de -4,5%  aos 114.539 pontos, na contramão dos mercados globais que registraram mais uma semana positiva. Dentre as ações que registraram os maiores movimentos ao longo dos dias, destaque para ações da Yduqs (YDUQ3) que subiram quase 22% influenciadas pelas perspectivas políticas. Na outra ponta, BRF (BRFS3) registrou queda de -17%, com expectativas de desaceleração na recuperação econômica do país e bons resultados de seus peers. Já as estatais Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) registraram queda -13% devido às incertezas do cenário eleitoral.

Já o Real desvalorizou  2,5% em relação ao Dólar, cotado a R$ 5,29/US$, com o mercado precificando menores chances de reeleição do presidente Bolsonaro. Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam a semana em alta no último pregão antes do segundo turno. As incertezas elevadas relacionadas ao desfecho da disputa se traduziram em um posicionamento mais leve dos agentes, que seguem demonstrando desconforto com as dúvidas relacionadas à condução da política econômica em um eventual governo petista e tentando avaliar os riscos de contestação dos resultados. DI jan/23 fechou em 13,678%; DI jan/24 foi para 12,96%; DI jan/25 encerrou em 11,835%; DI jan/27 fechou em 11,65%; e DI jan/29 foi para 11,75%.

Eleições: Lula volta à presidência

Neste domingo, mais de 120 milhões de brasileiros foram às urnas votar no segundo turno das eleições presidenciais. Além disso, 12 estados também seguiam na disputa para governador. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil e, a partir de 1 de janeiro de 2023, presidirá o país em seu terceiro mandato. Os resultados finais foram muito apertados, com Lula conquistando 50,9% dos votos válidos, ante 49,1% do atual presidente, Jair Bolsonaro. A diferença de votos entre os candidatos foi de cerca de 2 milhões a favor de Lula, uma disputa muito acirrada. Eleito, Lula tem desafio de contemplar demandas sociais sem abrir mão de responsabilidade fiscal, e as principais questões adiante serão a formação da nova equipe econômica, e a mudança no teto de gastos.

Para o mercado, vemos como setores que devem ser favorecidos na presidência de um governo do presidente Lula: varejo, construtoras de baixa renda e educação. E a volatilidade pode seguir alta nas próximas semanas dada a incerteza quanto à política fiscal do novo governo. Também vale atenção à volatilidade do Real em relação ao Dólar nas próximas semanas, além da curva de juros futura.

Temporada de resultados do terceiro trimestre

No Brasil, a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2022 (3T22) continua e os mercados vão seguir avaliando os impactos da inflação global em alta, a economia brasileira resiliente e riscos crescentes de uma recessão nos balanços das empresas brasileiras. Nessa semana, empresas como Localiza, Tenda, Lojas Renner, Petrobras, GPA e Fleury vão divulgar os seus resultados. Para ver os detalhes, veja o relatório completo.

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Resumo da Semana

Em semana de aumento nas incertezas políticas, com o segundo turno das eleições no domingo, o Ibovespa encerra em queda de -4,5% aos 114 mil pontos. Dentre as ações que registraram os maiores movimentos ao longo dos dias, destaque para ações da Yduqs (YDUQ3) que subiram quase 22% influenciadas pelas perspectivas políticas. Na outra ponta, BRF (BRFS3) registrou queda de -17%, impactada pela perspectiva de desaceleração na recuperação econômica do país e bons resultados de seus peers. Já as estatais Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) registraram queda -13% devido às incertezas do cenário eleitoral.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)