DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção a divulgação do IGP-M de outubro
Veja os números
(Brasília-DF, 28/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção a divulgação do IGP-M de outubro.
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Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,7% e Europa -0,5%) após projeções fracas da Amazon e Apple aumentarem os temores de que o aperto monetário mais agressivo do Federal Reserve finalmente esteja desacelerando a economia e possa prejudicar os lucros das companhias. A temporada de resultados seguirá hoje com as petrolíferas ExxonMobil e Chevron. Ainda nos EUA, hoje teremos a divulgação do PCE, medida de inflação preferida do Fed. Na Europa, o Banco Central Europeu optou por aumentar a taxa básica de juros em 75 pontos-base, mas deixou a discussão do aperto quantitativo para dezembro. Além disso, o índice de confiança econômica da Zona do Euro registrou 92,5 pontos em outubro, seu menor valor dos últimos dois anos, à medida que o cenário macroeconômico segue complexo na região. Na China, o índice de Hang Seng (-3,7%) encerra em baixa, acompanhando os movimentos de queda das bolsas globais. A temporada de resultados também segue em tom negativo no país, os 10 membros do índice de Hang Seng, que já reportaram seus balanços, decepcionaram em média 1,7% as projeções de lucros.
Dados de inflação nos EUA
Enquanto outro aumento de 0,75 p.p. do Fed na próxima semana está amplamente precificado, o mercado agora aguardam os principais dados de inflação dos EUA para avaliar se o banco central americano pode diminuir seu ritmo de aumentos de taxas em dezembro. Espera-se que o PCE, a medida de inflação preferida do Fed, suba 0,3% em setembro, enquanto a medida de núcleo, desconsiderados os itens voláteis de alimentos e energia, deve subir 0,5%.
PIB dos EUA
A divulgação do PIB americano mostrou crescimento de 2,6% em termos anualizados no terceiro trimestre de 2022 em comparação com o trimestre anterior. A variação do PIB retornou ao território positivo após ter registrado duas contrações consecutivas no primeiro e segundo trimestres. O resultado veio ligeiramente acima das expectativas.
BCE eleva a taxa de juros
O Banco Central Europeu (BCE) elevou novamente suas taxas de juros em 0,75 p.p. e disse esperar aumentar ainda mais as taxas para assegurar o regresso da inflação à meta de médio prazo de 2%. O comunicado destacou que, em setembro, a inflação na Zona do Euro atingiu 9,9%. Nos últimos meses, a alta dos preços de energia e alimentos e os gargalos na oferta, atrelados a recuperação da demanda pós-pandemia, levaram a um aumento das pressões sobre os preços e ao aumento da inflação.
IBOVESPA +1,66% | 114.640 Pontos CÂMBIO -0,68% | 5,35/USD
Mercados amanhecem negativos, com investidores repercutindo aumento de juros na Europa, resultados corporativos nos EUA e à espera de dados da inflação americana. Na agenda internacional de hoje, destaque principal para a divulgação do PCE – a medida de inflação preferida do Fed – e o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan. Na agenda doméstica, foco na divulgação do IGP-M do mês de outubro.
Brasil
O Ibovespa fechou em alta de 1,66% aos 114.640 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira reverberou a publicação da carta do ex-presidente e candidato Lula, na qual ele se compromete a ser responsável fiscalmente em um eventual novo governo. As taxas futuras de juros fecharam em queda, em movimento de ajuste aos mercados globais de renda fixa. Ao longo da semana, houve queda relevante nas taxas de juros dos títulos públicos de economias desenvolvidas, ao passo que, domesticamente, as taxas subiram. Portanto, mesmo em meio ao aumento de riscos institucionais, houve alívio. DI jan/23 fechou em 13,68%; DI jan/24 foi para 12,995%; DI jan/25 encerrou em 11,92%; DI jan/27 fechou em 11,82%; e DI jan/29 foi para 11,94%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)