DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção total a reta final das eleições e a possibilidade de contestação dos resultados
Veja os números
(Brasília-DF, 27/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil sem novidades sobre o Copom, o mercado está atento, agora, a disputa presidencial e essa onda de possível contestação dos resultados que teria implicações internacionais severas nos mercados.
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Mercados globais amanhecem mistos (EUA +0,1% e Europa –0,4%) após a Meta se tornar a mais recente gigante de tecnologia a decepcionar nos resultados. As ações da empresa caíram mais de 19% no período pós mercado após reportar lucros abaixo do esperado e projeções de gastos acima das expectativas. Hoje a temporada de resultados seguirá com: Apple, Amazon, Merck, Intel e McDonald’s. Na Europa, o foco ficará por conta da decisão de política monetária do Banco Central Europeu. O consenso dos analistas espera uma nova alta de 75 pontos-base na taxa básica e de juros e uma sinalização de planos para o aperto quantitativo. Na China, o índice de Hang Seng (+0,7%) encerra em leve alta, à medida que o mercado segue em um movimento de buy the dip.
Destaque do dia
Os mercados estão focados hoje na reunião da Política Monetária do Banco Central Europeu. O BCE deverá entregar outro aumento de 0,75 pp que elevará sua principal taxa de juros, para 2,0%. A alta intensa é necessária porque a inflação ao consumidor está em torno de 10%, mas alimenta os temores de recessão gerados pela crise de energia. Na frente de dados, o destaque hoje são os números preliminares do PIB do terceiro trimestre dos EUA. Os resultados serão importantes para avaliar se o ciclo de alta de juros do Fed já está atingindo a atividade econômica.
Mercado em Gráfico
Apesar de 2022 ser um ano de eleições presidenciais, os principais fatores que afetaram a Bolsa brasileira são relacionados ao cenário macro: inflação persistente, bancos centrais globais subindo os juros, os choques de oferta causados pela guerra na Ucrânia, lockdowns na China, e temores de recessão. Porém, no último mês, riscos domésticos relacionados ao cenário político voltaram ao radar dos investidores. Conforme mostramos no gráfico, após vários meses com a volatilidade em patamares historicamente baixos, ela voltou a crescer depois dos resultados do 1o turno das eleições, em linha o comportamento de anos eleitorais desde 2002. Nesse ano especificamente, o resultado mostrou uma eleição muito mais apertada do que historicamente e o pleito segue ainda em aberto, aumentando as incertezas quanto ao que esperar depois desse final de semana. Apesar das incertezas políticas e das taxas de juros em patamares ainda altos, continuamos vendo a Bolsa brasileira como atrativa. A expectativa é que o fim das eleições, nesse domingo (30/10), pode trazer uma descompressão de riscos no mercado. Com um caminho mais claro após as eleições, o apetite a risco pode voltar, e isso deve sustentar ainda mais o desempenho superior do Ibovespa em relação aos demais mercados.
IBOVESPA -1,6% | 112.764 Pontos. CÂMBIO +0,2% | 5,38/USD
Brasil
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão da quarta-feira (26) com uma queda de 1,6%, aos 112.764 pontos. Enquanto o dólar subiu 0,2% frente ao real, encerrando o pregão aos R$ 5,38. As taxas futuras de juros fecharam em leve alta, contrariando a tendência do último pregão. O movimento altista está relacionado a cautela dos agentes frente o segundo turno das eleições presidenciais. Para além das incertezas relacionadas ao vencedor do pleito, cresce também a preocupação de que haja contestação sobre os resultados e um aumento dos riscos institucionais no país.
DI jan/23 fechou em 13,682%; DI jan/24 foi para 12,95%; DI jan/25 encerrou em 11,85%; DI jan/27 fechou em 11,685%; e DI jan/29 foi para 11,84%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)