31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para reunião do Copom e reta final da campanha nacional

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 26/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo. Hoje, é dia de divulgar o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária(Copom) no Banco Central. Muita gente dizendo que não haverá novidades, mas sempre atentos. O final da corrida eleitoral nos Estado e para o Brasil, sim, é o que importa.

 

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Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,8% e Europa -0,2%) após surpresas negativas nos resultados da Microsoft e da Alphabet, controladora do Google, que apontaram para os desafios enfrentados pelas principais empresas de tecnologia à medida que a economia desacelera. A temporada seguirá hoje com Meta e Kraft Heinz. Ainda em solo americano, dados econômicos mais fracos alimentam a narrativa de uma possível desaceleração do aperto monetário por parte do Federal Reserve. Nesta terça-feira, o índice de confiança do consumidor recuou para 102,5 pontos vs. 106,5 das projeções. Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, afirmou que poderá postergar a data do anúncio do novo plano fiscal, que atualmente está agendada para o dia 31 de outubro. A temporada de resultados também ganha tração no continente europeu, das 65 empresas do STOXX 600, que já reportaram seus resultados, 55,4% superaram as estimativas de lucro. Na China, o índice de Hang Seng (+1,0%) encerra em alta, após o Banco Central Chinês afirmar que priorizará a saúde do mercado de capitais e os reguladores reiterarem que o investimento em ações chinesas permanece como uma boa alternativa no longo prazo. O sentimento positivo com o anúncio foi levemente compensado por um salto nos casos da Covid-19 em Pequim.

 

Confiança do consumidor nos EUA

A confiança do consumidor dos EUA caiu em outubro após dois aumentos mensais consecutivos em meio a crescentes preocupações com a inflação e uma possível recessão no próximo ano, mas as famílias continuaram interessadas em comprar itens caros, como automóveis e eletrodomésticos. O índice de confiança do consumidor do Conference Board caiu para 102,5 este mês, de 107,8 em setembro. Economistas consultados pela Reuters previam o índice em 106,5. O índice da situação atual da pesquisa, com base na avaliação dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios e do mercado de trabalho, caiu para 138,9, o nível mais baixo desde abril de 2021, ante 150,2 em setembro. Seu índice de expectativas, baseado nas perspectivas de curto prazo dos consumidores para renda, negócios e condições do mercado de trabalho, caiu para 78,1 de 79,5 no mês passado. O índice de expectativas permanece abaixo de uma leitura de 80, um nível associado a uma recessão e sugere que os riscos de uma desaceleração podem estar aumentando. A pesquisa do Conference Board na terça-feira também mostrou que mais consumidores planejam comprar uma casa nos próximos seis meses, apesar dos crescentes custos de empréstimos. O aumento constante das intenções de compra dos consumidores pode proporcionar alguma estabilidade para a economia no curto prazo.

 

IBOVESPA -1,2% | 114.625 Pontos.  CÂMBIO +0,26% | R$5,31/USD

Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor medida pelo Conference Board voltou a cair em outubro após dois meses de alta. No Brasil, o IPCA-15 divulgado ontem atingiu 0,16%, acima do esperado pelo mercado. No lado fiscal, o governo divulgou ontem o resultado da arrecadação federal de setembro, que atingiu novo recorde para o mês. Na agenda do dia, teremos a divulgação da criação de empregos formais do Caged, com expectativa de adição de 261 mil e 270 mil novos empregos, segundo consenso de mercado e nossa expectativa. Mas o principal evento do dia será a decisão de política monetária pelo Copom.

Brasil

O Ibovespa fechou em queda de 1,20% nesta terça-feira (25), aos 114.625 pontos, descolando do movimento positivo nos índices dos EUA.

As taxas futuras de juros fecharam perto da estabilidade com impacto do rendimento dos Treasuries e do IPCA-15. Por um lado, a dinâmica foi impulsionada pelo forte recuo observado nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Entretanto, o movimento baixista nas taxas, especialmente nos vértices mais curtos, foi limitado pelos números acima das expectativas de consenso do IPCA-15. Adicionalmente, no cenário doméstico, os agentes seguem monitorando a reta final da campanha presidencial. DI jan/23 fechou em 13,686%; DI jan/24 foi para 12,905%; DI jan/25 encerrou em 11,835%; DI jan/27 fechou em 11,73%; e DI jan/29 foi para 11,87%.

IPCA-15 de Outubro

No Brasil, o IPCA-15 de outubro ficou em 0,16%, acima da nossa projeção e do consenso de mercado (0,08% e 0,09%, respectivamente). A surpresa de alta concentrou-se em um único item, a passagem aérea. Além disso, a comunicação também registrou alta acima do esperado (+4bps), justamente nos serviços com redução de impostos e nos que registraram deflação no mês anterior. Enquanto as surpresas de alta foram mais concentradas, as surpresas de baixa foram generalizadas, especialmente nos grupos de serviços e bens industriais. O IPCA-15 acumulou 4,80% no acumulado do ano; em 12 meses, 6,85%, abaixo dos 7,96% do mês anterior. Apesar da surpresa de alta no índice cheio, a composição não foi ruim. O índice de difusão registrou leve alta mensal (de 60% para 63%), e os núcleos médios de inflação passaram de 0,46% para 0,47%, patamar bem inferior ao registrado nos últimos meses. Os serviços recuaram de 0,57% em setembro para 0,41% em outubro.

Arrecadação de impostos federais

A arrecadação total de impostos federais atingiu R$ 166,3 bilhões em setembro, um crescimento de 4,1% em termos reais em relação ao mesmo mês do ano passado. As receitas vinculadas aos lucros voltaram a ser o principal impulsionador, subindo 9,9% m/m em termos reais graças a um crescimento de 13,3% de IRPJ e CSLL, enquanto as receitas previdenciárias e o imposto de renda retido na fonte cresceram 4,8% e 6,7%, respectivamente, devido a um aumento na população ocupada e nos salários. Por setor, as principais contribuições para o crescimento da arrecadação total de impostos no acumulado do ano (excluindo receitas previdenciárias) foram combustíveis, serviços financeiros, extração de petróleo e gás e serviços de informática. Os resultados de setembro continuam positivos, mas começamos a ver alguma desaceleração no crescimento na margem. Mantemos nossa visão de que a arrecadação continuará crescendo nos próximos meses, mas a moderação dos preços e a desaceleração da atividade econômica, principalmente no último trimestre, devem impor uma tendência de queda.

Agenda do dia

Na pauta de hoje os principais eventos são a geração de empregos formais (Caged) e a decisão da taxa Selic no Brasil. Em relação ao Caged, o consenso de mercado e nossa projeção são de aumento líquido de empregos formais de 261 mil e 270 mil, respectivamente. Para a Selic, a expectativa é de que o Copom mantenha a taxa atual de 13,75%, com alterações mínimas no anúncio pós-decisão. Como a desinflação no Brasil começou a aparecer no índice de preços ao consumidor, esperamos que o Copom mantenha a taxa de juros inalterada até o final do primeiro semestre de 2023.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)