DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil sem grande assuntos a não ser o IPCA-15, mas amanhã
Veja os números
(Brasília-DF, 24/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em positivo. No Brasil atenção para o IPCA-15 que será divulgado amanhã. Na semana, haverá, também o Copom, mas sem novidade, entende o mercado.
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As bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,2% e Europa +1,2%) enquanto investidores aguardam novas divulgações de resultados. Esta semana será marcada pelos balanços das big techs: Microsoft, Alphabet, Meta, Apple e Amazon reportarão seus números. Até o momento das 99 empresas do S&P 500, que já reportaram seus resultados, 75% superaram as expectativas de lucro do consenso, segundo a Refinitiv. Na Europa, a prévia do PMI composto da Zona do Euro registrou 47,1 pontos vs. 47,5 das estimativas, sugerindo que a atividade econômica da região está contraindo no ritmo mais rápido dos últimos 2 anos e caminha para uma recessão. Ainda em solo Europeu, o ex-ministro das finanças Rishi Sunak, poderá ser anunciado como o novo primeiro-ministro do Reino Unido ainda nesta segunda-feira. Na China, o índice de Hang Seng (-6,4%) encerrou em uma nova mínima dos últimos 13 anos, após o presidente Xi Jinping ser confirmado no poder com novos aliados para cargos de liderança, além disso também sinalizou que não haverá trégua no escrutínio de empresas privadas. Os ruídos políticos compensaram a surpresa positiva no PIB chinês, que cresceu 3,9% a.a. vs. 3,4% do consenso da Reuters.
Dados fracos na Europa; Reino Unido deve anunciar um novo primeiro ministro
Dados econômicos divulgados nesta manhã mostraram que o setor manufatureiro alemão recuou ainda mais em território de contração, com o Índice de gerentes de compras (PMI) industrial do país caindo para 45,7 em outubro, de 47,8 no mês anterior. E no Reino Unido, o Partido Conservador deve selecionar um novo líder que se tornará primeiro-ministro, o quinto do país em seis anos, ainda nesta segunda-feira. O ex-chanceler Rishi Sunak é o favorito depois que o ex-primeiro-ministro Boris Johnson desistiu da disputa no domingo.
China cresce mais do que esperado, mas reitera política de zero-Covid
A China se recuperou em um ritmo mais rápido do que o esperado no terceiro trimestre, crescendo 3,9% em relação ao ano anterior, superando a previsão de 3,4%, e mais rápido do que o crescimento de 0,4% em o segundo trimestre. No entanto, a demanda doméstica diminuiu no final do trimestre, à medida que um surto de casos de coronavírus levou a bloqueios, enquanto o crescimento das exportações desacelerou e o principal setor imobiliário esfriou ainda mais, apontando para uma recuperação difícil. E a China parece pronta para continuar com suas políticas rígidas de COVID endossadas pelo Partido Comunista.
Resumo da Semana
Nos EUA, os índices tiveram mais uma semana positiva, apesar da temporada de resultados do 3T22 mista até agora. Como destaque positivo na semana temos o Netflix, que subiu mais de +14%, reportando uma surpresa tanto no crescimento de sua base de usuários quanto em termos de lucratividade. Na ponta negativa temos a Tesla e o Snap, caindo -6,3% e -28% após as divulgações dos balanços. Em relação à Tesla, o mercado reagiu às expectativas mais fracas sobre a demanda futura dos veículos após a empresa decepcionar levemente as projeções de faturamento. Já o Snap apresentou seu menor crescimento de receitas desde o IPO, impactadas por menores gastos de propagandas, o que derrubou também outras empresas de tech americanas.
O rumo da política monetária continuou no radar e as taxas de juros das Treasuries de 10 anos chegaram a atingir quase o maior nível desde 2008. As taxas voltaram a cair com sinais de que o Federal Reserve pode começar a moderar as altas de juros em algum momento. Com isso, os índices americanos registraram um forte rali na sexta-feira e terminaram mais uma semana em território positivo.
IBOVESPA +2.35% | 119.928 Pontos. CÂMBIO -1.33% | 5.14/USD
Temporada de resultados do terceiro trimestre
No Brasil, a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2022 (3T22) se iniciou no dia 13 de outubro de 2022, e os mercados vão avaliar os impactos da inflação global em alta, a economia brasileira resiliente e riscos crescentes de uma recessão nos balanços das empresas brasileiras. Em relação ao mesmo período de 2021, o mercado espera um crescimento do Lucro por Ação (LPA) das empresas do Ibovespa em 19%, provavelmente explicado pela recuperação no cenário doméstico e a maior capacidade de repasse da inflação aos consumidores. Já em relação ao Lucro Operacional (EBITDA) das empresas, o mercado espera +25% de crescimento.
No cenário internacional, os investidores vão ficar de olho na divulgação do balanços das big techs americanas: Apple, Amazon, Microsoft e Alphabet irão divulgar os resultados do terceiro trimestre. Na agenda econômica, destaque para as divulgações de dados de PMI, PIB do terceiro trimestre e o deflator do PCE dos EUA. Na Europa, além do PMI, teremos decisão de juros pelo Banco Central Europeu.
Já no Brasil, a temporada de resultados do terceiro trimestre também começa a ganhar força, com nomes como Vivo, WEG, Vamos, Vale e Ambev divulgando seus balanços nos próximos dias. A semana também será marcada por mais um anúncio do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, que deverá vir sem grandes novidades. De dados econômicos, teremos semana repleta de indicadores com destaque ao IPCA-15 amanhã, para qual é esperada interrupção da sequência de deflações.
Resumo da semana anterior
Em semana de alta nos mercados globais, o Ibovespa encerrou com ganhos de 7,0%, quase aos 120 mil pontos. Dentre as ações que registraram os maiores movimentos ao longo dos dias, destaque para ações da Natura (NTCO3) que saltaram quase 18% após a companhia anunciar um possível IPO ou separação da Aesop. E Banco do Brasil (BBAS3) também subiu 14%, refletindo expectativas quanto às eleições. Na outra ponta, Americanas (AMER3) e MRV (MRVE3) foram as ações que mais caíram com uma piora nas expectativas do resultados para o terceiro trimestre.
Já o Dólar fechou a semana com queda de -3,05% em relação ao Real, em R$ 5,16/US$. Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam a semana anterior perto da estabilidade à medida que os investidores reagiram aos sinais de que as autoridades do Federal Reserve (Fed) podem iniciar uma discussão para reduzir o ritmo atual de alta nas taxas de juros americanas na reunião de dezembro. DI jan/23 fechou em 13,684%; DI jan/24 foi para 12,825%; DI jan/25 encerrou em 11,64%; DI jan/27 fechou em 11,49%; e DI jan/29 foi para 11,63%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)