DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil todos os olhares, com a crise da inflação no mundo, são para nossa eleição presidencial em segundo turno
Veja os números
(Brasília-DF, 20/10/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil todos os olhos estão voltados para a eleição presidencial em segundo turno.
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Mundo
Mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,3% e Europa -0,6%) à medida que a taxa de juros dos títulos de 10 anos, que atingiu sua máxima dos últimos 14 anos, segue próxima aos 4,14% pela manhã, pressionando o mercado acionário. Uma leve decepção nos resultados da Tesla também parece influenciar no sentimento mais negativo dos investidores. A temporada de resultados americana seguirá hoje com Snap, American Airlines e AT&T. Na Europa, a inflação ao produtor da Alemanha surpreendeu negativamente ao registrar 45,8% no acumulado dos últimos 12 meses vs. 44,7% do consenso do Reuters. O dado sugere que a inflação ao consumidor seguirá em tendência de alta nos próximos meses. Na China, o índice de Hang Seng (-1,4%) encerra em seu patamar mais baixo dos últimos 13 anos, refletindo a alta de juros nos EUA, que poderá pressionar a moeda chinesa, e preocupações com o cenário macroeconômico chinês.
Economia Mundo
O Livro Bege do Fed, que coleta informações anedóticas sobre a situação da economia norte-americana, apontou que as perspectivas de crescimento econômico nos EUA mostravam piora na margem, refletindo em grande parte as taxas de juros mais elevadas, interrupções na oferta e inflação elevada. Apesar disso, o Livro Bege reconheceu que houve uma expansão modesta da economia em relação ao relatório anterior, embora os distritos observados pelo Fed estivessem com comportamento heterogêneo, com 4 deles citando atividade estável e dois com declínio. Além disso, o reporte reforçou a persistência de inflação elevada, mas com um tom mais otimista quanto às perspectivas de desaceleração na alta de preços, na medida em que pressões sobre o mercado de trabalho começavam a dar sinais de alívio. Também nos Estados Unidos, a divulgação dos dados sobre construção de novas residências mostrou forte desaceleração em setembro, puxado pela redução substancial em empreendimentos unifamiliares, que atingiu o menor valor em mais de dois anos. A queda na construção reflete a elevação das taxas de juros pelo Fed, que tornaram novos financiamentos imobiliários bastante caros. Os novos projetos de unidades múltiplas também cederam, mas ainda acumulam alta no ano na medida em que a demanda por moradias se desloca da casa própria para os aluguéis.
Na Alemanha, o índice de preços ao produtor mostrou nova elevação substancial de 2,3% em setembro e atingiu 45,8% no ano. As principais contribuições para a elevação são, de longe, os preços de energia, que subiram 132% em um ano e são três vezes e meia mais caros que há um ano. Excluindo esses itens, o preço ao produtor subiria “apenas” 14%, refletindo o impacto dos aumentos dos preços de energia em outros bens em que é um insumo fundamental. As elevações de preços ao produtor devem afetar o varejo nos próximos meses, aumentando as pressões por aumentos de juros do BCE, além de impactar severamente a atividade econômica doméstica.
Agenda do dia
Na agenda do dia, teremos a divulgação de dados sobre pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA, as perspectivas de negócios do Fed da Filadélfia e as vendas de casas existentes No Brasil, na ausência de divulgação de dados econômicos relevantes, o mercado continua acompanhando a corrida eleitoral.
IBOVESPA +0,5% | 116.274 Pontos. CÂMBIO +0,6% | 5,27/USD
Livro bege mostra perspectiva de crescimento econômico em queda nos EUA, na Alemanha índice de preços ao produtor mostrou uma elevação significativa em setembro. Na agenda do dia, teremos a divulgação de dados sobre pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA, as perspectivas de negócios do Fed da Filadélfia e as vendas de casas existentes, No Brasil, na ausência de divulgação de dados econômicos relevantes, o mercado continua acompanhando a corrida eleitoral.
Brasil
O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão da quarta-feira (19) com uma alta de 0,5%, aos 116.274 pontos. Enquanto o dólar subiu 0,6% frente ao real, encerrando o pregão aos R$ 5,27. As taxas futuras de juros fecharam em leve alta, em movimento bastante alinhado ao comportamento dos rendimentos (yields) dos principais títulos públicos globais e o avanço dos preços do petróleo.
Enquanto as preocupações inflacionárias seguem elevadas nas principais economias do mundo, os investidores locais aguardam o desfecho do segundo turno da eleição presidencial, em cenário que tem limitado o giro financeiro no mercado de juros nos últimos pregões. DI jan/23 fechou em 13,682%; DI jan/24 foi para 12,87%; DI jan/25 encerrou em 11,695; DI jan/27 fechou em 11,555%; e DI jan/29 foi para 11,69%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)