CPI DA PANDEMIA: Marcelo Queiroga disse, ao contrário de Bolsonaro, que tratamento precoce não tem comprovação
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( Publicada originalmente às 13h 30 do dia 08/06/2021)
(Brasília-DF, 09/06/2021) O senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator da CPI da Pandemi no Senado, nesta terça-feira, 8, destacou que a médica Luana Araújo não foi confirmada no cargo porque não “harmnonizava”, enquanto a médica Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Ministério da Saúde, que defende o tratamento precoce, está no cargo. Neste momento, Queiroga disse que os cenários eram diversos e que ele é contra o tratamento precoce, pois não vem validade científica comprovada.
“A Dra. Mayra Pinheiro que confronta as evidências científicas ao defender o tratamento precoce está no Ministério da Saúde desde o início da gestão Mandetta, em janeiro de 2019; enquanto a Dra. Luana foi dispensada da pasta antes mesmo de ser oficializada – agora se sabe por V. Exa. Pergunto: V. Exa. concorda com o posicionamento da Dra. Mayra sobre o tratamento precoce no que lhe diz respeito, como Ministro da Saúde e como médico?”, perguntou o senador relator. Queiroga respondeu: “Senador, eu já externei aqui a minha posição acerca dessas medicações. Para mim não há evidência comprovada da eficácia desses medicamentos.”, disse.
Calheiros insistiu no questionamento: “ Então, o senhor não concorda com o posicionamento da Mayra Pinheiro?”, disse. Então Queiroga ratifiucou: “O meu entendimento é que não há evidência comprovada da eficácia desses medicamentos. Já disse aqui de forma reiterada.”, disse o ministro.
O senador Renan Calheiros ressaltou, antes, que Queiroga estava sob juramento e que a população queria saber o posicionamento do Ministro da Saúde. “Ressalto que V. Exa. não tem prerrogativa de recusar-se a responder às perguntas aqui formuladas, sob pena de incorrer em crime. A população e essa CPI têm o direito de conhecer o posicionamento da maior autoridade sanitária do País.
Portanto, permita-me perguntar novamente: qual é a sua opinião técnica como médico sobre o tratamento precoce da Covid-19 – especialmente sobre a utilização da cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina?
Queiroga é categórico.
“Senador, eu já respondi a V. Exa. Essas medicações não têm eficácia comprovada – não têm eficácia comprovada.
Volto a repetir: esse assunto é motivo de discussão na Conitec, que vai elaborar o protocolo clínico, uma diretriz terapêutica. Se não houver questionamentos acerca do que for ali colocado, morreu o assunto: o protocolo clínico está lá.”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)