31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: Queiroga disse que defende medidas não-farmacológicas e aconselha Bolsonaro, mas que não é “censor” do Presidente; ele respondeu pergunta de Renan Calheiros

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( Publicada originalmente às 12h 10 do dia 08/06/2021) 

(Brasília-DF, 09/07/2021) O senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator da CPI da Pandemia no Senado, no início das inquirições ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, veiculou vídeos em que os presidente Jair Bolsonaro(sem partido) descumpre medidas não-farmacológicas, como uso de máscaras e gerar aglomerações. Calheiros questiona Queiroga sobre o fato de Bolsonaro não atender medidas que ele próprio, Queiroga, já disse defender.

“V. Exa. havia dito a esta CPI que sua chegada ao ministério representava uma sinalização de mudança de posicionamento do Governo Federal acerca dos assuntos como distanciamento social, adoção de medidas de higienização e de vacinação”, disse Calheiros.

Queiroga reafirmou sua postura.  Ele disse que não existem exceções para que se cumpra as medidas não-farmacológicas.

“Em relação às medidas não farmacológicas, eu tenho tido uma determinação pessoal em recomendá-las. E essas recomendações são para todos – todos os brasileiros, sem exceção. Não há exceção. O cuidado é individual, o benefício é de todos. Aqui eu digo de maneira clara e textual: o Ministério da Saúde tem, de maneira clara, se manifestado acerca desse ponto”, disse.  Então, o senador Renan Calheiros disse, questionando, que Bolsonaro não cumpre as medidas.

“Só o Presidente da República é exceção?, disse.  Queiroga disse que cumpre sua miss!ao mas que não é censor do chefe do Executivo.

“O Presidente da República não conversou comigo acerca da atitude dele. Eu sou Ministro da Saúde. Eu não sou um sensor do Presidente da República. Eu faço parte de um Governo. O Presidente da República não é julgado pelo Ministro da Saúde. As recomendações sanitárias estão postas. Cabe a todos aderir a essas recomendações.”, disse.

O senador Renan Calheiros perguntou a Queiroga se ele orientava, ou não, o presidente Bolsonaro sobre a necessidade de se cumprir medidas.  “É evidente que sim, Senador. É evidente que sim.”, disse Queiroga.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)