COMENTÁRIO DO DIA: O barco está avariado, mas navega!
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( Publicada originalmente às 08h 55 do dia 13/05/2021)
(Brasília-DF, 14/05/2021) A quinta-feira começa com tempo frio como tem sido marcadas as manhãs de outono no centro do Brasil.
O presidente Jair Bolsonaro vai a Maceió, as Alagoas do desafeto Renan Calheiros e do novo amigão Arthur Lira.
Na Câmara, estão marcadas duas sessões e trabalho nas comissões, enquanto no Senado haverá sessão da CPI para ouvir antigo comando da Pfizer e sessão de votação agendada para esta tarde.
O Supremo Tribunal Federal terá trabalho pela frente. Mercados internacionais começam em baixa e muita atenção para próximos passos da CPI da Pandemia, mas e o barco do governo está avariado? Estão sim, mas ainda navega.
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COMENTÁRIO
Se a política é a guerra em tempos de paz, só restava ao Palácio do Planalto tentar terminar esta semana com o seu barco, a nau capitânia, em condições de navegar para enfrentar dias melhores na CPI da Pandemia.
O publicitário Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, como se sabe, deu uma entrevista à revista Veja chamando o ex-ministro Eduardo Pazuello de incompetente e mostrando que o Brasil falhou ao não fazer acordo para ter vacinas da Pfizer ainda no ano passado.
Ele negou na CPI o que tinha dito a revista, a maioria dos senadores se irritou, a revista divulgou áudio confirmando algumas das declarações e foi pedida sua prisão. O estrago era nítido, ele confirmou com documentos que, de fato, ao governo foi ofertada as vacinas e que existia um comando paralelo que assessorava o presidente na crise da pandemia.
Mas ele, junto com o Planalto, conseguiram evitar a prisão por mentir a CPI, o senador Omar Aziz se desentendeu com senadores de seu grupo anti-governo e conseguiu que o senador Flávio Bolsonaro xingasse Renan Calheiros, que é um troféu para o ambiente de redes sociais que o bolsonarismo tanto gosta.
O barco governista nessa série de batalhas perdeu mastro e foi bastante baleado mas ainda está sobre água à busca de porto seguro. Resta torcer que falte bala do lado de lá.
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasília
( da redação)