CPI DA PANDEMIA: Omar Aziz “passa sabão” em Wajngarten, avisou que outros não terão a mesma “parcimônia” e diz que Marcelo Queiroga é mais mentiroso que Wajngarten
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( Publicada originalmente às 20h 00 do dia 12/05/2021)
(Brasília-DF, 13/05/2021) O senador Omar Aziz(PSD-AM) já quase no final da oitiva do empresário e publicitário Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social, na CPI da Pandemia no Senado - fez uma declaração com recomendações e fazendo avisos. Ele disse que Wajngarten pode ter escapado da prisão mas que não termina bem e avisou que os que mais vierem à CPI não escaparão de um possível prisão se mentirem ao colegiado.
“A prisão seria o menor castigo que você vai sofrer na vida, porque hoje, aqui, você não ficou bem com ninguém.”, disse Aziz.
No aviso, ele disse que no futuro não vai ter a mesma parcimônia de hoje
“Então, não duvidem... e hoje eu posso não ter tomado a decisão que muitos queriam. Mas eu acho que você trouxe uma contribuição para esta CPI que ninguém, nenhum depoente, trouxe até agora. Mas não se iluda que eu não vou ter essa parcimônia em relação aos outros depoimentos que tiverem aqui.Tenha certeza disso/”, disse.
Aziz falou mais e afirmou que o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai voltar a CPI pois mentiu mais que Fábio Wajngarten.
“Ouvi o atual Ministro, que vai voltar aqui, porque mentiu muito, mentiu demais, mentiu até mais do que você. Ele vai voltar e aí ele vai ter que dizer como é que ele diz que nunca é tarde. Depois de 425 mil mortes, o Ministro da Saúde diz que nunca é tarde. Não é tarde para você, Ministro, que não perdeu nenhum familiar!”, disse.
Veja a fala do senador Omar Aziz depois do retorno dos trabalhos da CPI no início da noite ao final da ordem do dia do plenário do Senado:
“Eu queria aqui pedir para a Mesa retirar as ofensas que foram proferidas aqui, em plenário, contra o Senador Renan e peço, encarecidamente, aos Senadores, que serão muito bem-vindos a esta CPI, mas com todo o respeito que um Senador merece para com o outro. Divergências políticas nós teremos sempre, essa é uma causa política. E esta CPI ela dá o aspecto técnico que nós temos que dar.
Em relação ao Sr. Fábio Wajngarten – e eu quero lhe dizer olhando para o senhor –, a prisão seria o menor castigo que você vai sofrer na vida, porque hoje, aqui, você não ficou bem com ninguém. Você entregou um documento que ninguém de nós tinha conhecimento.
Então, você não agradou o Governo, não agradou a ninguém, a ninguém você agradou aqui. Então, você vai sofrer, e isso eu lhe digo, porque a experiência que eu tenho em vida, posso lhe dar um conselho – você é uma pessoa mais nova do que eu. A vida machuca a gente, e a prisão não seria nada mais terrível do que você perder a credibilidade, você perder a confiança e você perder, principalmente, o legado que você construiu até agora.
Por isso, eu lhe aconselho: quando V. Exa. for ser chamado para falar sobre o que aconteceu aqui, hoje, procure falar a verdade, porque eu sei que as coisas não parar aqui, é natural. A CPI tem desdobramentos
É natural. A CPI tem desdobramentos e os desdobramentos demoram anos, às vezes, para saíram da vida da gente. É muito fácil a gente fazer uma acusação num dia e você passa uma vida toda se defendendo dessa acusação. Isso aconteceu com muitos de nós aqui. Acusação é coisa mais fácil. Jogar uma pedra é coisa mais fácil.
Ninguém pode vir aqui na CPI achando que vai me intimidar. Ninguém vai me intimidar. A minha vida, ela todo dia é jogada na Internet. Não tenho medo do que lado a, direita, centro e esquerda possam falar de mim, até porque eu vou procurar aqui, dentro desta CPI, ser correto, o que é a minha obrigação. Fazer justiça não com o fígado, mas fazer justiça para cada brasileiro ter duas vacinas. E aqueles que não pensam dessa forma, que querem usar ou querem achar que agredindo, intimidando, nós vamos levar o Brasil à normalidade, estão equivocados.
Por isso que eu faço, mais uma vez, um apelo ao Presidente da República. O Presidente, pode até não ter tido a informação do documento, porque não chega diretamente a ele. Mas dos outros membros que você trouxe a relação que receberam esse documento em setembro... e hoje a Pfizer dá uma declaração, e vai estar aqui amanhã, de que não foi em setembro, foi em agosto que eles começaram as tratativas com o Governo.
Antes de eu subir, eu estava assistindo à Globo News e ouvi o atual Ministro, que vai voltar aqui, porque mentiu muito, mentiu demais, mentiu até mais do que você. Ele vai voltar e aí ele vai ter que dizer como é que ele diz que nunca é tarde. Depois de 425 mil mortes, o Ministro da Saúde diz que nunca é tarde. Não é tarde para você, Ministro, que não perdeu nenhum familiar! Não é tarde para você, Ministro, que não perdeu amigos! Não é tarde para você, Ministro, que não ficou órfão! É tarde para quem ficou órfão, para quem perdeu pessoas queridas, para quem perdeu familiares e para quem perdeu amigos. É tarde, sim, Ministro! Nós poderíamos ter resolvido isso muito antes.
Então, não duvidem... e hoje eu posso não ter tomado a decisão que muitos queriam. Mas eu acho que você trouxe uma contribuição para esta CPI que ninguém, nenhum depoente, trouxe até agora. Mas não se iluda que eu não vou ter essa parcimônia em relação aos outros depoimentos que tiverem aqui.Tenha certeza disso. Se alguém achar que vai brincar com a CPI, que vai intimidar a CPI, está muito enganado comigo. E da minha vida podem falar o que quiser. Não tenho nada a esconder, zero a esconder! Inventem, façam o que quiser na Internet, no Twitter. Pessoas vêm aqui encarar a gente e a gente tem que aguentar!
Então, vamos deixar muito claro: V. Exa. não pense que o pior na sua vida seria a prisão hoje. Não seria. O pior é o legado que você construiu com muito trabalho, e que você perdeu hoje aqui nesta CPI.”
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)