31 de julho de 2025
Brasil e Justiça

Lula comemora decisão do STF que considerou Sérgio Moro parcial e fala da “vitória do Direito sobre o arbítrio”

Aliado do ex-presidente, Jean Paul Prates afirmou que Lula foi “condenado injustamente” para que o ex-juiz garantisse a vitória eleitoral de Bolsonaro com quem se aliou e posteriormente rompeu; Alessandro Vieira criticou a decisão

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( Publicada originalmente às 19h54 do dia 22/04/2021) 

(Brasília-DF, 23/04/2021) O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lula comemorou na noite desta quinta-feira, 22, em suas redes sociais a decisão que a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu ao considerar que o ex-juiz Sérgio Moro foi parcial ao julgá-lo e condená-lo no caso que ficou conhecido como do “triplex do Guarujá”, no litoral de São Paulo. O ex-presidente chamou a decisão da Suprema Corte de “vitória do Direito sobre o arbítrio”.

Aliado do ex-presidente, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) – líder da minoria naquela Casa legislativa, afirmou que Lula foi “condenado injustamente” por Moro para que o ex-juiz garantisse a vitória eleitoral de Bolsonaro com quem Moro se aliou e posteriormente rompeu em abril de 2.020, quando pediu demissão do cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública ao acusar o então presidente brasileiro de querer interferir na autonomia da Polícia Federal.

Eleito em 2.018 com um discurso favorável a operação Lava Jato, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) criticou a decisão tomada pela maioria dos ministros e afirmou que o STF “pode muito, mas não pode mudar a história”. Segundo ele, “o Brasil não vai esquecer as malas de dinheiro, as confissões e os bilhões roubados”.

“O plenário do STF formou maioria para manter íntegro o julgamento realizado pela 2ª Turma que reconheceu que o ex-juiz Sergio Moro quebrou a regra de ouro da jurisdição: agiu de forma parcial em relação ao ex-presidente Lula. Como dissemos desde a primeira manifestação escrita, em 2016, Moro usou o cargo de juiz para praticar lawfare e promover uma verdadeira cruzada contra o Lula — para acusa-lo e condená-lo sem prova de culpa com o objetivo de retirá-lo das eleições de 2018 e da vida política. O ex-presidente Lula lutou pelo cumprimento do devido processo legal durante mais de cinco anos, período em que sofreu 580 dias de prisão ilegal e toda espécie de perseguições e constrangimentos irreparáveis. É o restabelecimento do devido processo legal e da credibilidade do Judiciário no Brasil”, se posicionaram, em nota, os advogados do ex-presidente.

“A Suprema Corte confirmou: Moro foi parcial ao julgar Lula. Os ex-juiz que virou ex-ministro e condenou o maior concorrente da chapa a quem se aliou para a presidência condenou esse concorrente de forma parcial. Que fique registrado na história do Brasil! O presidente Lula foi condenado injustamente, mas está Livre, está firme, forte e elegível. E nós estamos do lado dele por um país mais justo para todos e todas, como já fomos um dia”, comentou o petista potiguar.

“Vamos lembrar todos os dias desses bandidos que usaram o poder político para enriquecer às custas do sofrimento do povo. STF vergonha nacional”, escreveu em suas redes sociais o líder do Cidadania no Senado.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)