ENFRENTANDO A CRISE: Wellington Dias, após novo pedido de esclarecimento do Ministério Público, explica razões porque os governadores desmontaram hospitais de campanha
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( Publicada originalmente às 18h 50 do dia 19/04/2021)
(Brasília-DF, 20/04/2021) O governador do Piaui, Wellington Dias(PT), coordenador de vacinas do Forum dos Governadores ao tomar conhecimento que a subprocurador Lindôra Araújo, representando o Ministério Público Federal(MPF), fez novo comunicado aos governadores pedindo explicações por quais motivos os chefes de executivo desmontaram os hospitais de campanha montados no primeiro ano da pandemia do covid-19. Dias deu esclarecimentos.
Ele disse que depende de cada caso, mas afirmou os estados ou prestaram contas ou alguns forma montados pela iniciativa privada que em face da carência de pessoal e os altos custos associada a uma rediçao da demanda foram os principais motivos para suas desmontagens.
“Boa parte dos investimentos em hospitais de campanha foram feitos com recursos dos Estados e prestamos contas para órgãos de controle estadual e com toda transparência, é o caso do Piauí, em alguns casos foi o próprio setor privado quem fez o investimento, é o caso do Maranhão.”, disse.
Dias afirmou que a iniciativa era por natureza provisória enquanto os estados se organizavam.
“A estratégia era uma alternativa SOS provisória, enquanto avançavam os investimentos em ampliação de leitos em hospitais públicos, enquanto se fazia a suspensão de cirurgias eletivas, adiáveis, e desocupava outras UTIs por exemplo.”, destacou.
Ele explicou em vídeo divulgado a imprensa que gouve um colapso no setor pela carência de pessoal especializado.
“O colapso se deu pela falta de profissionais em praticamente todos os Estados brasileiros, levado pela velocidade de transmissibilidade das novas variantes e pela ausência da coordenação central, do governo federal, que foi avisado e não ajudou na contenção.”, informou.
Ele informou que não era razoável manter os hospitais com gastos tão grandes à época.
“Não era razoável manter por vários meses hospitais de campanha a um custo diário por cada leito e de julho para frente foi assim, e ainda tendo disponibilidades de leitos permanentes. O problema não foi cama ou mesmo respirador, desta vez foi falta de profissionais que são necessários especializados em Unidade de Tratamento Intensivo - UTI, especialmente: médicos intensivistas, anestesistas, cardiologistas, neurologistas etc.”, disse.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)