ENFRENTANDO A CRISE: Subprocuradora da República quer saber porque governadores desativaram hospitais de campanha; Lindôra Araújo é aliada da Família Bolsonaro
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( Publicada originalmente às 17h 13 do dia 19/04/2021)
(Brasília-DF, 20/04/2021) A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, uma conhecida apoiadora da família Bolsonaro, assinou ofício da Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral do Ministério Público Federal (1CCR/MPF) que foi enviado na última sexta-feira, 16, a todos os governadores de Estado e do Distrito Federal solicitando dados complementares sobre a situação dos hospitais de campanha previstos, construídos e desativados nos estados.
Ainda em 12 de março um primeiro ofício havia sido encaminhado aos chefes do Poder Executivo, mas os esclarecimentos prestados à 1CCR foram considerados insuficientes ou incompletos. O MPF, agora, pede dados complementares, com prazo de cinco dias para resposta.
Lindôra Araújo é integrante da 1CCR e responsável pelo procedimento administrativo que trata do tema. Ela requisita informações completas sobre as verbas federais e estaduais utilizadas na construção dos hospitais de campanha, incluindo especificação de valores repassados pela União aos estados e a quantia redistribuída aos municípios. Também pede a relação completa dos insumos e equipamentos das estruturas desativadas, com a comprovação da destinação de bens e valores. Além disso, solicita dados sobre o uso das verbas federais destinadas ao combate à pandemia, perguntando, por exemplo, se algum valor foi realocado para outros fins.
A subprocuradora-geral, no ofício de agora, pede justificativas para a desativação de diversos hospitais de campanha no ano passado, considerando que a pandemia prossegue e que a falta de leitos pode deixar pessoas sem a assistência adequada, além de representar possível prejuízo ao erário ou mau uso da verba pública.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)