ECONOMIA: Setor de serviços, em sua Pesquisa Mensal, mostrou um avanço de 3,7% em fevereiro; notícia foi positiva numa atividade que muito perdeu na pandemia
Números voltam ao pré-pandemia, aponta IBGE
( Publicada originalmente às 09h 43 do dia 15/04/2021)
(Brasília-DF, 16/04/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe uma boa revelação sobre o desempenho da economia referente a fevereiro. O setor de serviços em volume teve um avanço de 3,7% frente a janeiro alcançando a nona taxa positiva seguida. Se compararmos mês a mês com 2020 não é lá nada bem. No confronto com fevereiro de 2020, o setor recuou 2,0%, a décima segunda taxa negativa seguida. Nos últimos 12 meses o acumulado é negativo em -8,6% numa sequência iniciada em janeiro de 2020 e apontou o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.
Boa notícia. Com os números de fevereiro o setor de serviços acumula um ganho de 24,0% em nove meses e supera, pela primeira vez, o nível pré-pandemia, ficando 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020.
Atividades
O destaque positivo se concentrou em cinco atividades investigadas. Chamaram atenção a atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,4%), que acumulou ganho de 8,7% no ano, superando em 2,8% o nível de fevereiro de 2020. Os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,3%) e os serviços prestados às famílias (8,8%) encurtaram o distanciamento frente ao período pré-pandemia, com -2,0% e -23,7%, respetivamente. Outros serviços (4,7%) e informação e comunicação (0,1%) se encontram 1,0% e 2,6% acima do nível de fevereiro de 2020.
A média móvel trimestral foi a 1,4% no trimestre encerrado em fevereiro de 2021 frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2020.
As contribuições positivas no mês vieram de informação e comunicação (2,7%) e de outros serviços (1,2%). O avanço em informação e comunicação foi impulsionado, sobretudo, pelas empresas dos ramos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.
Já o crescimento em outros serviços foi impulsionado por materiais plásticos; corretoras de títulos e valores imobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de apoio à produção florestal; e administração de fundos por contrato ou comissão.\
Serviços no estados
Regionalmente, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram expansão no volume de serviços em fevereiro de 2021, ante o mês imediatamente anterior. As expansões mais relevantes vieram do São Paulo (4,3%), Minas Gerais (3,5%), Mato Grosso (14,8%) e Santa Catarina (3,9%). Já o Distrito Federal (-5,1%) teve a principal retração.
Frente a fevereiro de 2020, 17 das 27 Unidades da Federação tiveram taxas negativas. As principais influências negativas vieram do Rio de Janeiro (-5,3%), Bahia (-14,0%), Paraná (-7,1%) e Distrito Federal (-11,0%). Os resultados positivos mais relevantes vieram de Minas Gerais (6,2%), Santa Catarina (9,9%), Amazonas (10,7%) e Mato Grosso (6,3%).
No acumulado do ano, frente a igual período de 2020, houve quedas em 18 das 27 Unidades da Federação. Os principais impactos negativos vieram de São Paulo (-2,9%), Rio de Janeiro (-5,3%), Paraná (-8,0%), Bahia (-13,0%) e Rio Grande do Sul (-8,0%). Já as contribuições positivas mais relevantes vieram de Minas Gerais (4,0%) e Santa Catarina (7,5%).
Turismo
Em fevereiro de 2021, o índice de atividades turísticas subiu 2,4 % frente ao mês anterior, sua segunda taxa positiva seguida, após a variação de -0,1%, em dezembro de 2020.
O segmento de turismo avançou 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, mas ainda necessita crescer 39,2% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.
A maior parte (7) das 12 Unidades da Federação pesquisadas acompanharam a expansão da atividade turística nacional (2,4%). O destaque positivo ficou com São Paulo (3,4%), seguido por Minas Gerais (6,8%), Goiás (9,1%) e Pernambuco (4,9%); enquanto Distrito Federal (-8,2%) e Bahia (-2,8%) assinalaram as retrações mais relevantes.
Frente a fevereiro de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil recuou 31,1%, décima segunda taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; agências de viagens; rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Em termos regionais, todas as 12 Unidades da Federação onde o indicador é investigado mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-39,3%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-27,2%), Bahia (-27,0%) e Paraná (-30,4%).
No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas recuou 30,1% frente a igual período de 2020, pressionado pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo de passageiros; hotéis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; e serviços de bufê. Houve quedas nos 12 locais investigados, com destaque para São Paulo (-38,5%), Rio de Janeiro (-28,6%), Minas Gerais (-30,2%), Paraná (-29,5%) e Bahia (-20,6%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)