31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Após nova reunião do comitê de crise para enfrentar a pandemia, Queiroga anuncia antecipação de 15,5 milhões de doses da vacina Pfizer até junho

Ministro da Saúde anunciou ainda a criação da secretaria extraordinária da pasta para enfrentar a pandemia com foco na ampliação da vacinação dos brasileiros, além da aquisição de insumos e oxigênio necessários para os pacientes internados em UTI

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( Publicada originalmente às 12h58 do dia 14/04/2021) 

(Brasília-DF, 15/04/2021) Após a uma nova reunião do comitê de crise para enfrentar a pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) – que já matou mais de 358 mil brasileiros, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quarta-feira, 14, a antecipação de 15,5 milhões de doses da vacina Pfizer nos próximos 90 dias, já a partir, segundo ele, deste mês de abril.

A vacina Pfizer é a mesma a qual o presidente Jair Bolsonaro fez uma piada, em 2.020, afirmando que quem tomaria viraria jacaré – visto que na época o laborátório responsável pelo imunizante, único com registro definitivo junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não assumiria os riscos por possíveis efeitos adversos. Em agosto do ano passado, o governo brasileiro recusou receber uma oferta de 80 milhões de doses, alegando “cláusulas leoninas”. Posteriormente, em fevereiro, o governo adquiriu 100 milhões de doses – que seriam entregues a partir apenas de julho.

No anúncio, Queiroga observou que serão entregues agora imediatamente duas milhões de doses da Pfizer que se juntarão ao Plano Nacional de Imunização (PNI). As demais doses antecipadas, 13,5 milhões, serão distribuídas em maio e em junho. Na oportunidade, o novo ministro da Saúde – o quarto do governo Bolsonaro, falopu também da aquisição de insumos e oxigênio necessários para normalizar os estoques reservados aos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI).

“Aqui eu trago uma boa notícia que é a antecipação da vacina Pfizer, fruto de uma ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o executivo principal da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões de doses já no mês de abril, maio e junho. Ou seja, nós conseguimos antecipar no calendário anteriormente previsto das 100 milhões de doses, dois milhões de doses que vai fortalecer o nosso calendário de vacinação”, iniciou.

“Discutimos também estratégias para ampliar a oferta de insumos estratégicos, que são muito importantes para o nosso sistema de saúde, a cerca dos kits entubação [como] medicamentos sedativos, bloqueadores musculares, que o governo tem acompanhado a distribuição destes fármacos às secretarias estaduais e municipais. O governo federal em ação conjunta com a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) vai fazer uma compra direta e já fez essa compra direta e estimamos que nos próximos dez dias, nós tenhamos o nosso estoque regulador fortalecido para acabar com essa luta do dia a dia de dar suporte as secretarias estaduais e municipais de Saúde”, continuou.

“Além disso, o governo vai fazer um pregão internacional para adquirir estes fármacos e de tal sorte a fortalecer mais ainda essas iniciativas. A questão do oxigênio também tem sido uma preocupação diária. Tem sido trazido esses reclames pelo nosso Congresso Nacional, na pessoa do senador Rodrigo Pacheco e do deputado Arthur Lira, aqui representado pelo deputado Luizinho. Nós estamos trazendo 18 caminhões importados do Canadá e o objetivo é completar 50 caminhões que possam nos auxiliar na distribuição deste oxigênio”, complementou.

Secretaria extraordinária

Por fim, Marcelo Queiroga anunciou também a criação de uma secretaria extraordinária no âmbito do Ministério da Saúde, que ficará a cargo da enfermeira Franciele Fontana – servidora de carreira da pasta e atual uma das coordenadoras do Plano Nacional de Imunização (PNI).

“O outro tema é a criação da secretaria extraordinaria de combate a pandemia de covid-19 e escolhemos a enfermeira Franciele Fontana, funcionária de carreira do Ministério da Saúde para ocupar esse posto. Escolhemos uma funcionária de carreira para prestigiar a categoria do serviço público e para fortalecer os quadros do Ministério da Saúde”, completou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)