31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: MDB deve indicar Renan Calheiros como presidente da CPI da pandemia

Tucanos que não são simpáticos a gestão Bolsonaro devem representar o PSDB, no colegiado, como Mara Gabrilli e Tasso Jereissatti

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( Publicada originalmente às 11h 10 do dia 13/04/2021) 

(Brasília-DF, 14/04/2021) O MDB deve indicar o senador Renan Calheiros (AL) para ser o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)  no Senado, que investigará os supostos crimes e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução das medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus – que já matou mais de 354 mil brasileiros.

Calheiros foi preterido pelo Palácio do Planalto nas eleições pelo comando do Senado Federal, em fevereiro de 2.019, que definiu o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), como presidente daquela Casa legislativa. O emedebista alagoano deverá ser escolhido pelo líder do MDB – maior bancada no Senado, senador Eduardo Braga (AM), para dirigir os trabalhos do colegiado que foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que aquela Casa procedesse a sua instalação.

A ideia do governo Bolsonaro ter um aliado como o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) no comando da CPI não deve prosperar. Isso por que a Executiva Nacional do PSDB, comandada pelo ex-deputado pernambucano Bruno Araújo, quer que os senadores tucanos que façam parte da CPI sejam Mara Gabrili e Tasso Jereissati, adversários e críticos da atual gestão federal. A situação no PSDB está em “pé de guerra”, já que o atual líder do partido no Senado, o tucano de Brasília é mais alinhado as pautas defendidas por Bolsonaro.

Nos bastidores, também há bastante especulação de que o senador pelo Distrito Federal – eleito em 2.018, será substituído da liderança por algum nome como de Plínio Valério (PSDB-AM), ou Rodrigo Cunha (PSDB-AL). Caso essa intervenção da executiva tucana se concretize, o governo Bolsonaro terá minoria na CPI.

A CPI terá 11 titulares. Como maior partido do Senado, o MDB deverá indicar, além de Renan Calheiros, Eduardo Braga e Jáder Barbalho – ambos são pais de governadores críticos ao atual governo federal. PT, PSDB, Podemos, PP, PL, PSD, DEM e o bloco Rede/Cidadania terão direito a indicar um integrante cada.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)