31 de julho de 2025
Brasil e Economia

COMÉRCIO: Setor, segundo PMC do IBGE, avançou 0,6% em fevereiro mas se comparar com ano passado hpuve queda foi de -3,8%; Houve um bom avanço no chamado comércio ampliado

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Comércio teve leve avanço em fevereiro comparado com janeiro, aponta PMC do IBGE

 

( Publicada originalmente às 11h 00 do dia 13/04/2021) 

(Brasília-DF, 14/04/2021) Nesta manhã de terça-feira, 13, o IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou sua Pesquisa Mensal do Comércio(PMC) de fevereiro de 2021, montando que o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,6%, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, após variação de -0,2% em janeiro. A média móvel trimestral recuou 2,0% -  em janeiro foi -2,1%. Comparado com janeiro de 2020, o comércio varejista teve queda de - 3,8%, acumulando no ano um recuo de 2,1%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi de 0,4%, mantendo redução de ritmo pelo quarto mês seguido. Em janeiro, esse indicador era 1,0%.

Ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas avançou 4,1% frete a janeiro, na primeira variação positiva após duas quedas seguidas. Com isso, diminuiu o ritmo de queda da média móvel do trimestre (-0,5%) ante o trimestre encerrado em janeiro (-1,6%).

Quatro das oito atividades tiveram taxas positivas, na série com ajuste sazonal

O avanço de 0,6% no volume de vendas do varejo, em fevereiro de 2021, na série com ajuste sazonal, teve taxas positivas em quatro das oito atividades pesquisadas: Livros, jornais, revistas e papelaria (15,4%), Móveis e eletrodomésticos (9,3%), Tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).

No comércio varejista ampliado, o crescimento de 4,1% no volume de vendas, em fevereiro, na série com ajuste sazonal, foi influenciado positivamente por Veículos, motos, partes e peças (8,8%) e Material de construção (2,0%).

No comércio varejista ampliado, o setor de Veículos, motos, partes e peças caiu 3,8% em relação a fevereiro de 2020, assinalando a segunda taxa negativa seguida. Para o varejo ampliado, o setor representou a segunda maior influência no indicador interanual (-0,9 p.p. do total de -1,9%). Com isso, o setor acumulou no primeiro bimestre -10,1%, apresentando no indicador dos últimos 12 meses (-15,9%) perda de ritmo crescente desde março de 2020, mês em que se inicia o período de pandemia no Brasil.

Com crescimento de 17,9%, o segmento de Material de Construção completa uma sequência de nove meses de crescimentos consecutivos. No acumulado do ano, taxa foi de 14,3%. Com isso, o indicador dos últimos doze meses, ao passar de 11,5% em janeiro para 13,0% em fevereiro, acelerou, o que acontece desde junho de 2020.

Comércio nos Estados

De janeiro para fevereiro de 2021, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista cresceu 0,6%, com predomínio de resultados positivos em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Amazonas (14,2%), Rondônia (11,5%) e Piauí (8,3%). Por outro lado, influenciando negativamente, estão oito UFs, sendo as principais, em termos de magnitude Acre (-12,9%), Tocantins (-4,4%) e Distrito Federal (-2,1%).

Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado avançou 4,1%, puxado por 22 UFs, sendo as mais intensas registradas no Amazonas (20,2%), em Rondônia (9,9%) e no Piauí (9,5%). Já pressionando negativamente, figuram cinco unidades da federação, com destaque para Acre (-5,3%), Tocantins (-2,1%) e Amapá (-1,6%).

Frente a fevereiro de 2020, as vendas do comércio varejista caíram 3,8%, com predomínio de resultados negativos, que atingiram 18 UFs, principalmente Rio de Janeiro (-8,5%), Rio Grande do Sul (-12,0%) e São Paulo (-1,8%). Pressionando positivamente, no entanto, estão nove UFs, destacando-se Piauí (14,1%), Pará (4,1%) e Pernambuco (2,0%).

No comércio varejista ampliado, ante janeiro de 2020, houve quedas em 14 unidades da federação. Os destaques no campo negativo ficaram por conta de São Paulo (-2,9%), Rio de Janeiro (-7,3%) e Rio Grande do Sul (-9,0%). Das 13 UFs que registraram variações positivas, destacam-se Pernambuco (9,5%), Minas Gerais (2,7%) e Espírito Santo (8,2%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)