31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Arthur Lira cobra Ministério da Saúde para saber onde estão 14 milhões de vacinas distribuídas a estados e municípios e que não constam como aplicadas

Presidente da Câmara disse não acreditar “que seja possível, que nenhum governador e nenhum prefeito não esteja vacinando”

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Arhur Lira em fala no Planalto

( Publicada originalmente às 14h 00 do dia 31/03/2021) 

(Brasília-DF, 01/04/2021) O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), cobrou nesta quarta-feira, 31, a adoção pelo Ministério da Saúde de um “controle mais rígido” para saber onde estão 14 milhões de vacinas distribuídas a estados e municípios e que não constam como aplicadas.

A ponderação do parlamentar do PP alagoano aconteceu após avaliar que até o momento o país possui um pouco mais de 18 milhões de imunizantes aplicados, enquanto a pasta já distribuiu para estados e municípios mais de 32 milhões de doses. Na oportunidade, Lira disse não acreditar “que seja possível, que nenhum governador e nenhum prefeito não esteja vacinando”. Mas desconfiou que tenha estado que recebeu três milhões de vacinas e que iniciou a imunização em apenas um milhão e meio de pessoas.

“Praticamente, pontuando alguns temas para que fique bem claro, nós estamos com o problema que precisa ser resolvido. O Congresso Nacional tem feito as medidas legislativas tentando se moldar a [atender] uma necessidade de carência no país para algumas ações como vacinação, leitos, insumos, como em toda infraestrutura, que advém do combate a pandemia e estamos numa sinergia muito próxima do ministro Queiroga. Alguns projetos de lei foram votados na Câmara e no Senado, ontem alguns na Câmara, ontem alguns no Senado e hoje mais alguns na Câmara, e possivelmente também no Senado da República, que vão dirimir algumas dúvidas. Mas um é preciso que a gente esclareça e essa cobrança tem sido já reiterada por parte do Ministério e lógico que o ministro chegou praticamente ontem e nós temos que prestar atenção num dado, principalmente, a imprensa: por que o Brasil distribuiu 34 milhões de doses de vacinas e nós só temos 18 milhões de doses aplicadas?”, questionou.

“Eu não acredito, eu não acho que seja possível, que nenhum governador e nenhum prefeito não esteja vacinando. Nós temos aí um déficit de quase 14 milhões de vacinas nos gráficos oficiais. Isso impacta percentualmente e absolutamente na informação dada aos brasileiros. A nossa solicitação é que o Ministério da Saúde forme o mais rapidamente um grupo ainda mais rígido de controle destes dados, por que eu cito o exemplo de um estado que recebeu três milhões de doses e só consta a informação que vacinou 1,5 milhão. O Ministério pode entender que ele tem o estoque de 1,5 milhão e não tem necessidade de vacina e essa vacina pode ser ofertada para outro estado, que tenha mais necessidade, ou o Ministério pode entender que está havendo atraso na informação da vacinação, o que prejudica a nossa avaliação nacional de onde há a necessidade para enviar vacina”, complementou.

“É importante que a imprensa nos ajude nesta cobrança, que é transferida aos senhores governadores e eu não acredito em hipótese alguma que não tenha nenhum tipo de má vontade ou má-fé nisso. Pelo contrário! Pelo atabalhoamento desta crise desta pandemia e toda a burocracia de informação por parte dos governos estaduais e governos municipais do retorno destas vacinas que foram enviadas. É um controle importante sanitariamente. É um controle importante para que a população saiba essencialmente o nível de vacinação que o Brasil se encontra. Nós temos colococado isso como preocupação para que nós tenhamos. Informação nesse cenário é tudo. É fato que o nosso problema é vacinar e esse é o nosso foco”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)