31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Lira e Pacheco defendem estender vacinação, fora do SUS, feito por empresas para o Brasil avançar na imunização contra o covid

Presidente do Senado falou ainda que o combate a pandemia precisa estar “submetida a medicina [e] à ciência” e que levou as demandas dos governadores ao presidente Bolsonaro, mas não citou o pedido de “lockdown” nacional para frear a doença

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( Publicada originalmente às 13h 50 do dia 31/03/2021) 

(Brasília-DF, 01/04/2021) Os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defenderam nesta quarta-feira, 31, após a primeira reunião do comitê de crise formado pelos Poderes Executivo e Legislativo para enfrentar a pandemia do novo coronavírus (covid-19), que é necessário estender a vacinação, fora do Sistema Único de Saúde (SUS), a ser feito também por empresas para que o Brasil possa avançar na imunização contra a doença, que já matou mais de 317,6 mil brasileiros.

Na oportunidade, o presidente do Senado falou ainda que o combate a pandemia precisa estar “submetida a medicina [e] à ciência” e que levou todas as demandas dos governadores ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas não citou o pedido de “lockdown” nacional, de no mínimo duas semanas, feito por eles por orientação das autoridades sanitárias, para frear a transmissibilidade do covid que vem deixando, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 25 estados do país em “situação crítica” e impedindo que milhares de pacientes acometidos pela doença venham a ter um atendimento hospitalar adequado.

“O objetivo do comitê, já amplamente alardeado, é o estabelecimento de uma coordenação-geral, central, com a participação do presidente da República nesta linha de coordenação política, o que se impõe ao chefe de Estado, mas todos com a absoluta ciência e consciência de que a grande responsabilidade de coordenação técnica é do senhor ministro do Estado da Saúde, doutor Marcelo Queiroga. Essa coordenação técnica submetida e subjulgada a medicina, à ciência e aos critérios de administração pública, já revelados no primeiro dia de gestão do Ministério da Saúde pelo doutor Marcelo Queiroga”, iniciou o senador Rodrigo Pacheco.

“O que se discutiu foram as iniciativas do Congresso Nacional, [onde] comunicamos ao senhor presidente a aprovação na data de ontem [30] pelo Senado federal de um projeto de lei originário da Câmara, de número 1010 de 2.021, idealizado pelo presidente Arthur Lira, para a contratação de novos leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] com a participação da iniciativa privada e com possibilidade de compensação tributária. Pedimos ao senhor presidente da República a sanção deste projeto. Discutimos também as formas de ampliação da vacinação no Brasil, em especial, considerando a premissa de que já foram contratadas doses de vacinas suficientes para imunização do povo brasileiro, da possibilidade desde já da ampliação da possibilidade da iniciativa privada participar de maneira mais ativa, com a possibilidade de aquisição e doação de parte disso ao SUS. Há então uma ideia, discutida neste comitê, da possibilidade de inovação legislativa para uma participação da iniciativa privada”, complementou o senador mineiro do DEM.

“Tem uma discussão que se inicia hoje na Câmara, que tem que ser transparente, com a imprensa acompanhando, que é da possibilidade da iniciativa privada também adquirir vacinas para que o empresário possa vacinar os seus funcionários, para manter a sua empresa e o seu negócio de pé e também extrapolar para o SUS uma quantidade, podendo também extrapolar para a família dos seus funcionários uma quantidade, ou podendo doar 100% para o SUS. Não há conflito de interesse. O Ministério tem contra-atualizados mais de 500 milhões de doses. A iniciativa privada, talvez, neste momento possa ter uma agilidade por outros caminhos, que possam trazer outras vacinas para o Brasil e qualquer brasileiro vacinado é um a menos na estatística que pode contrair o novo vírus. Nós temos que alargar, avançar, no sentido de dar maior cobertura para ajudar as políticas públicas, fortalecendo o SUS. Mas, essencialmente, nós estamos num momento de guerra e na guerra vale tudo para salvar vidas”, completou o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)