31 de julho de 2025
Brasil e Economia

EMPREGO: IBGE revela que existem 14,3 milhões de pessoas desocupadas e 34,1 milhões de pessoas no mercado informal; números são da PNAD contínua

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População desocupada estaria em estabilidade

( Publicada originalmente às 08h 43 do dia 31/03/2021) 

(Brasília-DF, 01/04/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na manhã desta quarta-feira, 31, mais uma edição de sua pesquisa PNAD Contínua referente ao trimeste entre novembro de 2020 e janeiro de 2021 apontando que a taxa de desocupação chegou a 14,2%

A população desocupada está em 14,3 milhões de pessoas e ficou estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020  em que estavam 14,1 milhões de pessoas desocupadas. Frente a igual trimestre do ano anterior houve alta de 19,8% .

A população ocupada  entá em 86,0 milhões de pessoas e teve aumento de 2,0% em relação ao trimestre anterior e redução de 8,6% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) chegou a 48,7%, subindo 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior (48,0%) e recuando 6,1 p.p. em relação a igual trimestre do ano anterior (54,8%).

A taxa composta de subutilização (29,0%) caiu 0,5 p.p. frente ao trimestre de agosto a outubro de 2020 (29,5%) e subiu 5,9 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2020 (23,2%).

A população subutilizada (32,4 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 22,7% (mais 6,0 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

A população fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) caiu 1,1% (817 mil pessoas) ante o trimestre anterior e cresceu 16,2% (10,6 milhões de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

A população desalentada (5,9 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e 25,6% acima do observado no mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,6%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e subiu 1,3 p.p. ante o mesmo período de 2020 (4,2%).

Carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,8 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 11,6% frente ao mesmo período de 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior (mais 339 mil pessoas) e caiu 16,0% (menos 1,9 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria subiu para 23,5 milhões, alta de 4,7% frente ao trimestre anterior (mais 1,0 milhão de pessoas) e queda de 4,4%% ante o mesmo período de 2020 (menos 1,1 milhão de pessoas).

A categoria dos trabalhadores domésticos (4,9 milhões de pessoas) cresceu 4,5% frente ao trimestre anterior mas ficou 21,4% abaixo (-1,3 milhão de pessoas) do contingente do mesmo trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020.

Informalidade

A PNAD Contínua revel que a taxa de informalidade foi de 39,7% da população ocupada, ou 34,1 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 38,8% e no mesmo trimestre de 2020, 40,7%.

O rendimento real habitual (R$ 2.521) subiu 2,9% frente ao trimestre móvel anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2020. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 211,4 bilhões) ficou estável ante o trimestre móvel de agosto a outubro de 2020 e caiu 6,9% frente ao mesmo trimestre de 2020 (menos R$ 15,7 bilhões).

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 100,3 milhões, cresceu 2,0% (mais 1,9 milhão de pessoas) ante o trimestre móvel anterior e recuou 5,4% (menos 5,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

O número de empregadores (3,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2020, houve uma redução de 12,4% (menos 548 mil pessoas).

Setor Público

Já o grupo dos empregados no setor público (12,0 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e elevação de 4,5%, (514 mil pessoas a mais) frente ao mesmo período do ano anterior.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,8 milhões de pessoas) cresceu 5,3% em relação ao trimestre anterior (341 mil pessoas a mais) e ficou estável frente ao mesmo trimestre de 2020.

Quanto ao rendimento médio real habitual, não houve aumentos frente ao trimestre anterior, mas houve redução na Indústria (-6,5%, ou R$ 176 a menos). Já na comparação com o trimestre de novembro de 2019 a janeiro de 2020 foi observado aumento na categoria de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,1%, ou R$ 149 a mais) e redução nos seguintes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (-8,5%, ou menos R$ 202) Alojamento e alimentação (-7,2%, ou menos R$ 112) e Serviços domésticos (-3,7%, ou menos R$ 35).

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)