Após dólar bater R$ 5,77, Arthur Lira reúne cúpula governista para negar que parlamento furaria a política de teto de gastos públicos
Declaração do presidente da Câmara aconteceu ao lado dos líderes Ricardo Barros e Fernando Bezerra Coelho, do secretário de governo da Presidência, general Ramos e do relator da MP que capitaliza a Eletrobras, o baiano Elmar Nascimento
( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 03/03/2021)
( reeditado)
(Brasília-DF, 04/03/2021) Após dólar bater R$ 5,77, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), reuniu a cúpula da articulação política do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para negar que o parlamento brasileiro aprovará qualquer iniciativa que vá contra a política de teto de gastos públicos estabelecida pela emenda constitucional 95 de 2.017.
A declaração do parlamentar alagoano aconteceu ao lado dos líderes do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), do secretário de governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos e do relator da Medida Provisória (MP) que capitaliza as Centrais Elétricas do Brasil (Eletrobras) e pode dar início ao plano de desestatização da empresa, o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA).
Os rumores de que a política de teto de gastos estaria ameaçada começou logo após os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e o líder do PT no Senado, senador Paulo Rocha (PA), terem se manifestado favoravelmente a uma articulação pela aprovação da prorrogação do auxílio emergencial sem as medidas condicionantes que o governo Bolsonaro exige do parlamento. Senadores divulgaram que a tese tinha ganho corpo num possível fatiamento do projeto incial da PEC Emergencial.
“Esta fala é para deixar bem claro que todas as especulações que rondaram, ou sondaram, o dia de hoje são infundadas. Tanto o Senado, quanto a Câmara, votarão as PECs sem nenhum risco ao teto de gasto. Sem nenhuma excepcionalidade ao teto de gastos”, iniciou.
“Para que fique claro que essas notícias especulativas não contribuem para um clima de estabilidade, previsibilidade, no nosso país. Então em curtas palavras, na presença do ministro Ramos, do líder Ricardo Barros, deputado Elmar Nascimento, são para ratificar que não há a intenção, nem a vontade, nem acredito que aconteça nenhuma votação destas PECs no Senado e na Câmara, que ameace as despesas do teto de gastos”, complementou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)