ECONOMIA: Setor de serviços recuou -7,8% em 2020; veja a situação nos estados e no subsetor de turismo
Veja os números
( Publicada originalmente às 10h 08 do dia 11/02/2021)
(Brasília-DF, 12/02/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Mensal de Serviços de dezembro de 2020 que tem o balanço ao ano apontando que o setor sofreu um grande tombo, recuando no ano o total de 7,8%. Em dezembro o recuou foi só de -0,2%. O recuo de 2020 foi maior que o de 2016 quano os servióco recuaram em -5,0%. Na verdade, a queda em 2020 foi a pior desde dezembro de 2012.
Apenas duas das cinco atividades investigadas tiveram queda entre novembro e dezembro de 2020: os serviços prestados às famílias (-3,6%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,7%).
É bom destacar que esse setores foram os mais afetados pela pandemia de Covid-19 em razão da necessidade de isolamento social, o que acabou provocando o fechamento de estabelecimentos considerados não essenciais e uma redução significativa no fluxo de pessoas em circulação. Os serviços prestados, dessa forma, em caráter presencial, sobretudo os voltados às famílias (restaurantes, hotéis, academias, salões de beleza, etc.) e o de transportes de passageiros (aéreo, rodoviário e metroferroviário) encontraram maiores dificuldades em retornar ao patamar de fevereiro de 2020.
Por outro lado, a expansão mais relevante veio de outros serviços (3,0%), que ao acumular um ganho de 3,9% no período novembro-dezembro, recupera-se da retração verificada em outubro (-3,3%). Os demais resultados positivos ficaram com os serviços de informação e comunicação (0,3%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,1%), com o primeiro avançando 4,5% entre setembro e dezembro de 2020; e o segundo crescendo 3,5% nos últimos 3 meses.
No acumulado do ano, frente a igual período de 2019, o setor de serviços recuou 7,8%, com queda em quatro das cinco atividades de divulgação e com expansão em apenas 28,9% dos 166 tipos de serviços investigados.
Entre os setores, os serviços prestados às famílias (-35,6%) exerceram a influência negativa mais relevante, pressionados, especialmente, pela queda nas receitas de restaurantes; hotéis; e de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de atividades de condicionamento físico. Esse setor ainda retoma lentamente suas atividades, em função dos efeitos da pandemia.
Outras pressões negativas vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,7%), explicados, principalmente, pela redução na receita das empresas de gestão de ativos intangíveis; administração de programas de fidelidade; soluções de pagamentos eletrônicos; limpeza geral; agências de viagens; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; e aluguel de máquinas e equipamentos, no primeiro ramo; e de transporte aéreo de passageiros; rodoviário coletivo de passageiros; rodoviário de cargas; correio nacional; e metroferroviário de passageiros, no último. Com menor impacto no índice geral, comparativamente às demais atividades, os serviços de informação e comunicação (-1,6%) apresentaram perdas de receita especialmente nos segmentos de telecomunicações; programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura; atividades de exibição cinematográfica; operadoras de TV por satélite; e consultoria em tecnologia da informação.
A única contribuição positiva no acumulado de janeiro a dezembro de 2020, frente a igual período do ano anterior, ficou com o setor de outros serviços (6,7%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de administração de fundos por contrato ou comissão; recuperação de materiais plásticos; e corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde.
Serviços nos Estados
Regionalmente, oito das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em dezembro de 2020, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando a variação negativa (-0,2%) observada no Brasil – série ajustada sazonalmente. Entre os locais que apontaram queda nesse mês, São Paulo (-0,4%) exerceu o recuo mais importante, seguido por Minas Gerais (-1,7%).
Por outro lado, Rio de Janeiro (1,8%) e Distrito Federal (4,0%) registraram as principais expansões em termos regionais.
Comparado com dezembro de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-3,3%) foi acompanhado por 16 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com São Paulo (-3,8%), seguido por Rio de Janeiro (-5,5%), Distrito Federal (-14,2%) e Rio Grande do Sul (-7,9%).
Por outro lado, Santa Catarina (4,3%) e Minas Gerais (1,7%) assinalaram os resultados positivos mais relevantes.
No somatório de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil (-7,8%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços.
O principal impacto negativo em termos regionais veio de São Paulo (-7,4%), seguido por Rio de Janeiro (-7,3%), Rio Grande do Sul (-12,7%), Paraná (-9,5%), Minas Gerais (-6,1%) e Bahia (-14,8%).
TURISMO
O turismo que é um atividade observada mais de perto pela PMS apontou que em dezembro de 2020, o índice de atividades turísticas apontou estabilidade (0,0%) frente ao mês anterior, após sete meses de taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 120,8%.
O setor ainda necessita avançar 42,9% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020 (mês que antecedeu aos efeitos da pandemia). As medidas contra a COVID-19 (como o estímulo ao isolamento social) atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das atividades turísticas, principalmente ao transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.
Segundo a PMS, nos estados, houve equilíbrio entre os locais que apresentaram taxas positivas e negativas. Entre os primeiros, destaque para Distrito Federal (16,6%) e Bahia (7,6%); enquanto São Paulo (-4,3%) e Rio de Janeiro (-2,8%) assinalaram as retrações mais relevantes.
Frente a dezembro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 29,9%, décima taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis.
Todas as 12 unidades da federação investigadas mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-37,4%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-30,4%), Rio Grande do Sul (-37,3%), Paraná (-24,6%) e Santa Catarina (-31,8%).
O agregado especial de atividades turísticas no ano caiu 36,7% frente a igual período de 2019, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e agências de viagens.
Todas as 12 unidades da federação investigadas registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-40,0%), seguido por Rio de Janeiro (-30,9%), Minas Gerais (-35,2%), Bahia (-37,2%) e Rio Grande do Sul (-43,3%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)