31 de julho de 2025
Brasil e Poder

General Girão fala em “pentágono da segurança” para atrair iniciativa privada e desenvolver o semiárido

Em entrevista à TV Câmara, parlamentar do PSL potiguar, aliado do presidente Bolsonaro, vê como atrativos para o desenvolvimento da região o avanço da produção de energia limpa

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( Publicada originalmente às 11h 17 dp doa 10/02/2021) 

(Brasília-DF, 11/02/2021) O deputado General Girão (PSL-RN) falou nesta quarta-feira, 10, em entrevista à TV Câmara, da necessidade do governo federal e dos governos estaduais do Nordeste se aliarem em torno de uma pauta comum para conseguir atrair investimentos da iniciativa privada com o objetivo de desenvolver a região do semiárido. De acordo com ele, essa união governamental promoveria uma espécie de “pentágono da segurança” para garantir o desenvolvimento.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e presidente da Frente Parlamentar Mista, formada por deputados e senadores, em prol do semiárido, o deputado vê como atrativos para o desenvolvimento da região o avanço da produção de energia limpa obtidos através do vento (eólica) e solar. Pentágono é o edifício-sede que reúne as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA), em Washington DC. No caso do semiário, o “pentágono da segurança”, citado por ele, envolveria, além da segurança pública, seguranças alimentar, hídrica, infraestrutura, jurídica e social.

“O que nós precisamos fazer hoje é desenvolver. Nós precisamos fazer com que as pessoas que querem produzir tenham a segurança de poderem produzir, não só a segurança pública, mas também a segurança jurídica, segurança de infraestrutura. Então o nosso papel aqui do mandato de deputado federal é criar políticas públicas para isso. A gente espera que o plano de desenvolvimento do semiárido seja um projeto de lei e que possa trazer a garantia de um desenvolvimento permanente. Quando nós criamos a frente, nós pensamos que nós deveríamos abrir o leque da atuação da frente o que chamamos de pentágono da segurança. Com isso daí sendo oferecido para a iniciativa privada também para ver onde ela poderia atuar”, defendeu.

“Nós precisamos, sim, ter a água para gerar o alimento, [mas] ter [também] a garantia da posse da terra, a garantia que existe estrada, telecomunicações, energia, para que tudo isso daí possa ser gerido. Então quando se pensa isso aí, que áreas a iniciativa privada poderia entrar? Comunicações, com certeza, é toda uma gama em função da privatização que já aconteceu, energia a mesma coisa. Nós temos dois polos no semiárido brasileiro que são orgulhos hoje. Rio Grande do Norte e o Ceará são os dois maiores geradores de energia limpa do Brasil. Nós vamos chegar agora nestes dois anos próximos, talvez, a 30% da geração de energia limpa no Brasil. Isso compensa essas grandes bacias que eram feitas para armazenar água para produzir energia hidroelétrica. Agora, é energia limpa. A coisa mais linda do mundo”, complementou.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)