31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Comércio varejista caiu -6,1% em dezembro de 2020, aponta PMC do IBGE

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( Publicada originalmente às 11h 30 dp doa 10/02/2021) 

(Brasília-DF,11/01/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira,10, a sua Pesquisa Mensal do Comércio(PMC) referente a dezembro de 2020 mostrando que o volume de vendas do comércio varejista caiu - 6,1% frente a novembro.

Frente a dezembro de 2019, o comércio varejista teve aumento de 1,2%, sexta taxa positiva consecutiva. No acumulado no ano, o varejo passou de 1,3% em novembro para 1,2% em dezembro, indicando estabilidade no ritmo de vendas.

No varejo ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas caiu 3,7% em relação a novembro, descontando parte de sete meses consecutivos de acréscimos. A média móvel (-0,6%) sinalizou redução no ritmo de vendas. Em relação a dezembro de 2019, o varejo ampliado cresceu 2,6%, sexta taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi -1,5%.

Quedas generalizadas

 A PMC de dezembro revela que o recuo de  6,1% no volume de vendas do comércio atingiu todas as oito atividades pesquisadas, na seguinte ordem de magnitude: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-13,3%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%), Móveis e eletrodomésticos (-3,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

Frente ao comércio varejista ampliado, em dezembro, a queda de 3,7% no volume de vendas frente a novembro de 2020, na série com ajuste sazonal, foi seguida também pelos dois setores que a compõem, além dos oito citados anteriormente: Veículos, motos, partes e peças registrou recuo de 2,6% e Material de construção, de 1,8%.

Anos seguidos

Segundo o IBGE, desde 2017, o comércio varejista apresenta números positivos no acumulado anual: 2,1% em 2017; 2,3% em 2018; 1,8% em 2019; e 1,2% em 2020. O crescimento do comércio varejista neste último ano se deu de maneira desigual entre os setores, apresentando decréscimo no primeiro semestre e acréscimo no segundo. O comércio varejista ampliado, por sua vez, acumulou queda de 1,5% em 2020, primeiro resultado negativo após três anos consecutivos acumulando ganhos. Comércio varejista cresce 1,2% em comparação com dezembro de 2019

Nos Estados

Na passagem de novembro para dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista caiu 6,1%, com predomínio de resultados negativos em 26 das 27 unidades da federação, com destaque para: Acre (-17,5%), Rondônia (-12,0%) e Maranhão (-8,3%). Por outro lado, Amapá apresentou estabilidade. Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre novembro e dezembro foi de -3,7%, com predomínio de resultados negativos em 26 das 27 unidades da federação, com destaque para: Acre (-12,8%), Rondônia (-7,7%) e Santa Catarina (-5,7%). Amapá foi a única UF com variação positiva (3,8%) para este indicador.

Comparado com dezembro de 2019, a variação do comércio varejista nacional foi de 1,2%, com resultados positivos em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Roraima (15,8%), Piauí (14,1%) e Pará (13,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram oito das 27 unidades da federação, com destaque para Tocantins (-8,4%), Bahia (-6,6%) e Rio Grande do Sul (-6,0%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, se destacaram positivamente Santa Catarina (6,0%), Minas Gerais (3,4%) e São Paulo (0,8%). Já Rio Grande do Sul (-6,0%), Bahia (-6,6%) e Rio de Janeiro (-1,0%) destacaram-se negativamente.

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com dezembro de 2019, o aumento de 2,6% teve predomínio de resultados positivos em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para: Roraima (17,2%), Pará (14,6%) e Piauí (14,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram cinco das 27 unidades da federação, com destaque para: Bahia (-4,7%), Rio Grande do Sul (-4,7%) e Distrito Federal (-2,4%), conforme Gráfico 7. Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se positivamente: São Paulo (1,8%), Minas Gerais (4,8%) e Santa Catarina (4,0%). Já os destaques negativos são:  Rio Grande do Sul (-4,7%), Rio de Janeiro (-1,9%) e Bahia (-4,7%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)