31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CRISE NA PANDEMIA: David Almeida afirma que é vítima de uma "atuação ilegal e arbitrária de membros do Ministério Público do Amazonas"

O político do Avante afirma que não "não há o menor indício de desvio de recursos públicos", que justifique uma eventual prisão preventiva sua; mas ele não rebateu a acusação de privilegiar grupos alheios ao prioritário para receber as vacinas

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( Publicada originalmente às 20h23 do dia 27/01/2021) 

(Brasília-DF, 28/01/2021) O prefeito de Manaus (AM), David Almeida (Avante), afirmou na noite dessa quarta-feira, 27, que é uma vítima de uma "atuação ilegal e arbitrária de membros do Ministério Público do Amazonas", que pediram sua prisão preventiva em decorrência de supostas irregularidades e que atentam a saúde pública da população manauara.

O político do Avante, legenda satélite que orbita em torno do apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirma que não "não há o menor indício de desvio de recursos públicos", que justifique a iniciativa adotada pelos integrantes daquele Ministério Público local. Entretanto, ele não rebateu a acusação de privilegiar grupos alheios de pessoas àquelas que são consideradas prioritárias para receber as primeiras doses de vacinas contra o novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 220 mil brasileiros e colapsou o sistema de saúde daquela capital por duas vezes, num período de dez meses.

"[Estou] profundamente indignado com a atuação ilegal e arbitrária de membros do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas, em descompasso com o histórico de atuação institucional", afirmou comemorando a decisão liminar do desembargador do Tribunal de Justiça do estado do Amazonas (TJAM), José Hamilton Saraiva dos Santos, não acatou o pedido decidindo que caberia ao Tribunal Regional Federal (TRF) da primeira região decidir sobre o pleito.

Ação reversa

O prefeito da capital amazonense afirmou, ainda, que ingressará na justiça estadual com as medidas cabíveis contra os integrantes do MP-AM.

"Além disso, não há o menor indício de desvio de recursos públicos, ato lesivo ao erário ou repercussão criminal. Reitero a confiança no Poder Judiciário, nas instituições e na gestão transparente da cidade de Manaus", finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)