31 de julho de 2025
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VACINAS: Governo Federal, em nota, diz que não incentivou e nem se envolveu em negociações para empresas comprarem vacinas

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Palácio do Planalto se explica através de orgãos do Governo

( Publicada originalmente às 17h18 do dia 27/01/2021) 

(Brasília-DF, 28/01/2021) Em momento que existe pressão sobre as autoridades sobre tratamento da pandemia do covid-19 assim como sobre vacinas, sob risco de avalização de improbidades administrativas,  o Governo Federal divulgou nota nesta quarta-feira, 27, afirmando, entre outras coisas, que não incentivou, mas sim foi procurado, e nem se envolveu em negociações de empresas  para adquirir vacinas contra o covid-19.

Veja a íntegra da nota:

NOTA

O Governo Federal está, como sempre esteve, empenhado em adquirir todos os tipos de vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa, em benefício do povo brasileiro.

A aquisição de vacinas respeita, de maneira indelével, os princípios da legalidade, da transparência, de conformidade e de boas práticas, preconizados na legislação brasileira, em especial o que consta na Medida Provisória nº 1.026, de 6 de janeiro de 2021.

Sobre a aquisição de vacinas por empresas privadas, esclarecemos:

O Governo Federal foi procurado por um grupo de empresários na semana de 18 a 22/01/2021, sendo informado acerca de tratativas de empresas privadas para a aquisição de 33 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, produzidas pela empresa AstraZeneca. Porém, não há e não houve o envolvimento do Governo nessas negociações.

Por não apresentar objeções à negociação ou à compra das vacinas, desde que respeitados os trâmites e especificidades normativos impostos pela legislação brasileira, inclusive os regulamentos de importação, alfandegários, sanitários e, sobretudo, a permissão da Anvisa, o Governo Federal emitiu carta evidenciando não ter nenhuma objeção à hipótese.

A referida carta, fornecida em 22/01/2021, foi assinada pelo Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, e pelos ministros da AGU, José Levi, e da CGU, Wagner Rosário. Ela apresenta um conjunto de condições para a efetivação da transação:

A primeira delas acolhe como condição a doação de pelo menos metade do volume das doses adquiridas, ou seja, 16,5 milhões de doses, ao Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 do Ministério da Saúde, reforçando o quantitativo de vacinas a ser distribuído para a população brasileira, a serem aplicadas seguindo o calendário geral estabelecido pela pasta.

Outra condição deixa claro que a finalidade das empresas com a compra das vacinas restringe-se à imunização de seus funcionários, respeitando os grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde, sem nenhum escopo comercial. Ao serem vacinadas, essas pessoas somar-se-iam ao total de cidadãos imunizados, auxiliando também no controle da pandemia e na manutenção das atividades necessárias à retomada da economia.

Ademais, as empresas eventualmente envolvidas devem garantir a rastreabilidade das doses aplicadas em seus funcionários, mantendo, insista-se, a vedação quanto à comercialização da vacina.

Por fim, informamos que o Governo Federal não possui contrato oneroso com empresas privadas nacionais para aquisição de vacinas em seu nome, portanto, não há dinheiro público envolvido na eventual negociação entre o empresariado brasileiro e a empresa AstraZeneca.

Por outro lado, importa salientar que o Governo Federal já adquiriu mais de 100 milhões de doses da vacina junto à empresa AstraZeneca, com previsão de entrega até julho deste ano, com transferência de tecnologia, o que possibilitará à Fiocruz produzir o IFA e, lógico, a própria a vacina, no Brasil, a partir de agosto de 2021.

Secretaria Especial de Comunicação Social/ MCom

Advocacia-Geral da União

Controladoria-Geral da União

Ministério da Saúde

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)