31 de julho de 2025
Brasil e Economia

INFLAÇÃO: IPCA-15 chega a 0,78% em janeiro, o maior índice para o mês desde 2016

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( Publicada originalmente às 10h30 do dia 26/10/2021) 

(Brasília-DF, 27/01/2021)   Na manhã desta terça-feira, 26, o IBGE(Instituto Brasileiro Geografia e Estatística) divulgou sua pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a primeira do ano, que avalia os primeiros 15 dias do mês.  O IPCA15 ficou em 0,78%, menor que o 1,06% em dezembro de 2020.  Em 12 meses, acumula alta de 4,30%, acima dos 4,23% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020, a taxa foi de 0,71%.  Esse é o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 0,92%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta em janeiro. O maior impacto (0,32 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (1,53%), que desacelerou em relação ao resultado de dezembro (2,00%). Na sequência, veio Habitação, com alta de 1,44% e 0,22 p.p. de contribuição. Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 69% do índice de janeiro. A terceira maior variação veio dos itens de Vestuário (0,85%), que apresentaram deflação no mês anterior (-0,44%). Outros destaques foram as altas de Artigos de residência (0,81%) e Saúde e cuidados pessoais (0,66%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,01% em Comunicação e a alta de 0,40% em Despesas Pessoais.

No que diz respeito aos índices regionais, todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em janeiro. O maior índice foi observado na região metropolitana do Recife (1,45%), especialmente por conta das altas nos preços da gasolina (5,85%) e da energia elétrica (4,55%). Já o menor resultado foi verificado em Brasília (0,33%), onde pesou a queda nos preços das passagens aéreas (-29,20%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 12 de dezembro de 2020 a 14 de janeiro de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de novembro a 11 de dezembro de 2020 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)