VACINAS: Anvisa diz que Instituto Butantan precisa dar mais esclarecimentos para análise de autorização emergencial da coronaVac
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( Publicada originalmente às 18h 33 do dia 09/01/2021)
(Brasília-DF, 11/01/2021) No final da tarde deste sábado, a Anvisa( Agência Nacional de Vigilência Sanitäria) divulgou em nota que o Instituto Butantan terá que prestar mais esclarecimentos para ter a autorização de uso emergencial da vacina CoronaVac.
A Anvisa informa que concluiu a triagem dos documentos que foram entregues ontem,8, pela manhã. Também ontem, mas à noite, às 22 horas foram entregue mais informações.
Os técnicos da Anvisa, após a triagem de todos os documentos fornecidos, verificaram que ainda faltam dados necessários à avaliação da autorização de uso emergencial. O Instituto Butantan recebeu um ofício com essas demandas e confirmou o recebimento às 11 h29 de hoje.
No dia de hoje, sábado, as equipes técnicas da Anvisa e do Instituto Butantan já realizaram duas reuniões para tratar da questão.
O Butantan foi informado sobre a necessidade dos documentos complementares, essenciais à análise e conclusão sobre a eficácia e segurança da vacina. Na oportunidade, foram discutidos prazos e cronogramas para a apresentação dos dados faltantes.
A checagem é uma conferência, uma triagem inicial, feita nas primeiras 24 horas para verificar se as informações essenciais sobre eficácia e resultados clínicos estão no processo para análise de uso emergencial pela equipe técnica da Anvisa.
São essas as seguintes informações e resultados que ainda deverão ser apresentados:
1. Características demográficas e basais críticas da população do estudo (idade, sexo, raça, peso ou IMC) e outras características (por exemplo, função renal ou hepática, comorbidades). Essas características demográficas e basais críticas devem ser apresentadas por braços do estudo e tipo de população de análise “intenção-de-tratamento” (ITT) e “por protocolo”(PP), de forma a permitir a comparabilidade dos grupos de tratamento.
2. Resultados do estudo por população de “intenção-de-tratamento” (ITT).
3. Dados sobre a disposição dos participantes, com uma contabilidade clara de todos os participantes que entraram no estudo. O número de pacientes que foram randomizados e que entraram e completaram cada fase do estudo (ou cada semana/mês do estudo) devem ser fornecidos, bem como as razões para todas as interrupções pós-randomização, agrupados por tratamento e por motivo principal (perda de acompanhamento, evento adverso, pobre conformidade, etc.).
4. Descrição dos desvios de protocolo ocorridos no estudo com a adequada classificação de impacto e de categoria.
5. Listagem de participantes com desvios de protocolo, divididos por centro.
6. Dados de imunogenicidade do estudo fase 3.
O Instituto Butantan informou que apresentará os dados com brevidade e a Anvisa continuará a avaliar a documentação que já foi enviada, de forma a otimizar esforços para uma decisão célere sobre o pedido.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)