REAÇÕES: China defende um "cessar-fogo abrangente e duradouro" na guerra com o Irã, enquanto Europa anuncia “ferramentas” para lidar com aumento dos preços do petróleo e do gás natural
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Com agências
A China pediu um "cessar-fogo abrangente e duradouro" na guerra com o Irã, alertando que a situação no Oriente Médio se encontra agora em uma fase "crítica".
"A prioridade urgente continua sendo envidar todos os esforços possíveis para evitar a retomada das hostilidades", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
"A atual situação regional encontra-se em uma conjuntura crítica, na transição entre a guerra e a paz", afirmou, acrescentando que Pequim está pronta para trabalhar com a comunidade internacional para "desempenhar um papel positivo e construtivo".
Seus comentários vieram após o presidente dos EUA, Donald Trump, estender o cessar-fogo de duas semanas com o Irã para permitir mais tempo para negociar um acordo.
Europa
A Comissão Europeia propôs uma série de medidas para lidar com o impacto do aumento dos preços do petróleo e do gás natural decorrente da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
As medidas, que Bruxelas chamou de "conjunto de ferramentas", incluem um monitoramento aprimorado do fornecimento de combustível de aviação na UE para evitar escassez.
"As escolhas que fizermos hoje moldarão nossa capacidade de enfrentar os desafios de hoje e as crises de amanhã", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Ela acrescentou que as medidas "trarão alívio imediato e mais estrutural para os cidadãos e empresas europeus".
A Comissão afirmou que criará um "observatório de combustíveis" para monitorar a produção, as importações, as exportações e os níveis de estoque de combustíveis para transporte na UE, com foco em combustíveis de aviação.
Cerca de 20% do combustível de aviação consumido no bloco de 27 nações é importado pelo Estreito de Ormuz.
A Comissão Europeia também afirmou que apresentará um "plano de ação para a eletrificação" até o verão e compartilhará as melhores práticas de toda a UE para reduzir o consumo de energia e acelerar a adoção de energias renováveis.
"Precisamos acelerar a transição para energias limpas e produzidas localmente. Isso nos dará independência e segurança energética e nos permitirá enfrentar melhor as turbulências geopolíticas", disse von der Leyen.
( da redação com informações da DW, AP, AFP. Edição: Política Real)