31 de julho de 2025
Brasil e Saúde

VACINAS: Pazuello diz que vacinação nacional contra covid pode começar em 20 de janeiro; ministro anunciou ainda a compra de 100 milhões de doses da coronavac mas Dória diz que não tem nada assinado

Em coletiva à imprensa, General que comanda a pasta, criticou a mídia e pediu que os jornalistas se atenham aos fatos; a prioridade para aquisição de imunizantes será para os fabricados no país

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( Publicada originalmente às 18h 37 do dia 07/01/2021) 

(Brasília-DF, 08/01/2021) O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira, 07, que a vacinação nacional contra o novo coronavírus (covid-19) pode começar no próximo dia 20. Na oportunidade, o ministro anunciou ainda a compra de 100 milhões de doses da coronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo. Entretanto, o governador paulista, João Dória (PSDB), afirmou, após a declaração de Pazuello, que ainda não tem nada assinado entre o Butantan e o Ministério da Saúde.

Pazuello disse, também, que além das 100 milhões de doses adquiridas com o Butantan, apesar de não confirmada por Dória - o país já tem reservado 254 milhões de doses da vacina produzida pela universidade inglesa de Oxford, em conjunto com a empresa sueca Astrazeneca, que serão fabricadas no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), graças a uma parceria firmada entre o governo brasileiro e o consórcio Oxford/Astrazeneca no início da pandemia. Pazuello criticou também a mídia e pediu que os jornalistas se atenham aos fatos.

Pazuello informou, em tempo, que o país está pronto para começar a vacinação contra o coronavírus já neste mês e indicou que isso poderia ocorrer no próximo dia 20. Ele negou que o Ministério da Saúde tenha falhado na aquisição de insumos como agulhas, algodão, equipamentos de proteção individual, seringas etc, como várias reportagens apontaram. O ministro disse, por fim, que o governo federal negocia a compra das vacinas da Johnson & Jonhson, da Pfizer e da Moderna, mas que a prioridade será para os imunizantes produzidos no país.

“[Estamos preparados para as] ações para que a gente possa ter a prevenção e os cuidados necessários quanto à Covid-19. (…) Contamos com a vacina do Butantan e as importadas da AstraZeneca. Caso a Anvisa dê aval, estaremos entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro [para iniciar a vacinação]. (…) O momento é de responsabilidade. É uma guerra, precisamos usar todas as armas. (…) Saúde não pode ter bandeira, partido e ideologia”, afirmou o ministro.

“Nós nunca abandonamos as negociações com o Butantan. Ela vem em paralelo. Hoje nós assinamos com o Butantan a compra de 100 milhões de doses até o fim do ano. (…) Hoje assinamos com o Butantan. Assinado. Menos de 24 horas depois da Medida Provisória, nós assinamos um contrato para entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e de mais 54 milhões no decorrer do ano, indo a 100 milhões de doses”, completou Pazuello.

Rio versus SP

A declaração de Pazuello sinalizando que a vacinação pode começar no próximo dia 20, vai encontro com a afirmação feita pelo prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes, que afirmou na última semana que o país iniciaria a campanha da vacinação contra o covid no dia de São Sebastião, padroeiro da capital fluminense e cinco dias antes do plano estadual de vacinação anunciado pelo governador de São Paulo, João Dória, que prevê o início da imunização naquele estado para o próximo dia 25, data em que a capital paulista comemorará 466 anos da sua fundação.

“Vamos seguir o plano nacional de imunização. O ministro Pazuelo vai anunciar as datas do PNI amanhã e ouvi que a vacinação pode começar no dia 20 de janeiro, no dia de São Sebastião, o que seria um grande presente para a cidade”, falou Paes no último dia 3 de janeiro.

“O contrato foi encaminhado, mas não foi assinado ainda. [Ainda é uma] proposta do Ministério da Saúde e feito o encaminhamento na manhã de hoje ao Instituto Butantan”, comentou em entrevista ao canal televisivo de notícias por assinatura GloboNews. Dória destacou, ainda, que o Instituto Butantan já recebeu “a minuta de contrato com o órgão federal [Ministério da Saúde]” e encaminhou nesta quinta-feira, 07, a solicitação para que a coronavac possa ser utilizada no país em regime emergencial.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)