31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Bolsonaro disse que se não tiver voto impresso em 22, tentativa de golpe nos EUA, pode ser ainda pior no Brasil

Presidente voltou a atacar à imprensa e provocar críticos; segundo ele, a mídia fica o “tempo todo” dizendo “mentiras”; voltou a defender medicamentos sem comprovação contra covid e que não faltarão seringas e nem vacinas para quem quiser tomar

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( Publicada originalmente às 12h 30 do dia 07/01/2021) 

(Brasília-DF, 08/01/2021) O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar nesta quinta-feira, 07, que o Brasil está “quebrado” e que se não tiver o voto impresso nas eleições de 2.022, a tentativa de golpe que aconteceu nos Estados Unidos da América (EUA) nessa quarta-feira, 06, quando apoiadores de Donald Trump, invadiram o prédio do Capitólio para evitar que o presidente eleito, Joe Biden, recebesse a certificação para sua posse -  pode ser pior no Brasil.

Na oportunidade, em mais de 16 minutos de conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o presidente brasileiro voltou a atacar à imprensa e provocar jornalistas e críticos da sua gestão. Segundo ele, a mídia brasileira em quase sua totalidade fica o “tempo todo” dizendo “mentiras” sobre as ações do seu governo. Além de voltar a defender medicamentos sem comprovação de eficácia contra o novo coronavírus (covid-19), que já matou quase 200 mil brasileiros, como forma de oferecer a população um tratamento precoce, e que não faltarão seringas e nem vacinas para quem quiser tomar os imunizantes contra a doença que já matou quase 1,9 milhão de pessoas em todo o mundo.

“Pergunta aqui, pessoal, só numa boa aqui, de coração, quem vai tomar a vacina, levanta o braço aí? [gargalhadas dos apoiadores, que falaram ‘eu não vou’, ‘tô fora’ (sic)] 1, 2, 3 pessoas, devem ter umas 20 aqui, não é? [28 pessoas, diz um apoiador] Três pessoas. Não estou fazendo campanha nem contra, nem a favor. [edição no vídeo com corte] A vacina se é emergencial, ela não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar a tomar algo, que não se tem certeza das consequências. Agora, em janeiro, vai estar a disposição e atenção imprensa sem vergonha, Willian Bonner sem vergonha, vai ter seringa para todo mundo. [‘É mal caráter’, diz um outro apoiador] Espera só um pouquinho. E Willian Bonner, por que o teu salário foi reduzido? Por que acabou a teta do governo. Então tem que criticar mesmo!”, iniciou.

“Quase R$ 3 bilhões para a imprensa e grande parte para vocês [das organizações Globo]. Acabou a grana, Willian Bonner! E outra coisa, que vergonha, você defende tanto salário igual de homem e mulher, por que a Renata ganha metade do que você ganha? Por que você não fala isso? Por que Willian Bonner, você não fala do um bilhão e 700 milhões de reais desviados, roubados, pelo seu patrão Marinho, de acordo com o doleiro Dário Messer? Vocês falam que eu não comprei a seringa, agora, por quê? Por que quando eu fui comprar, o preço dobrou e se eu compro, iam falar que eu comprei superfaturado. Não dou essa chance para vocês! O Brasil é um dos países que mais produz seringas. Não vai ter falta disso aí”, continuou.

Pesquisa própria

Na sequência, Bolsonaro afirmou que de acordo com levantamentos que faz junto a população que encontra pelo país, metade da população do Brasil, segundo ele, não tomará a vacina contra o covid. O presidente afirmou, ainda, que a vacinação, segundo ele, será um sucesso devido o país contar com um plano nacional de vacinação e uma expertise para iniciar a imunização junto aos brasileiros mais vulneráveis para a doença, que são os grupos de pessoas com mais de 60 anos, com quadro clínico de alguma doença pré-existente, além da população indígena e quilombola, que por viverem em regiões remotas não possuem anticorpos de uma pessoa comum urbana e, por isso mesmo, mais sucetíveis a contrair as formas mais letais da doença.

“E outra coisa, alguém sabe quantos por cento da população vai tomar uma vacina? Pelo que eu sei, menos da metade vai tomar a vacina. Pelo que eu sei. E essa pesquisa que eu faço, faço na praia, faço na rua, faço em tudo que é lugar. [‘Deixa a esquerda tomar primeiro, presidente. Depois nós tomamos!’, diz um outro apoiador] Mas para quem quiser, em janeiro vai ter. Deve chegar, está previsto chegar dois milhões de doses, agora, em janeiro, e o pessoal pode tomar, sem problema nenhum! E outra temos um plano de vacinação, via SUS, que ninguém tem no mundo. Temos aí centenas de salas de vacinação. Não falta e as seringas são de [responsabilidade de] governadores e prefeitos. Tem governador anunciando compra de vacina, por quê? Por que tem dinheiro nosso, nós demos no ano passado bilhões para estados e municípios”, emendou.

“Nós fizemos a nossa parte! Agora a imprensa não fez a dela. Levou o terror para a opinião pública, em vez de enfrentar com verdade a questão do vírus, de proteger quem tem que ser protegido e preservar aí [dá uma pausa e observa alguma coisa no local] alguns empregos e não fizeram isso. Começaram a fechar tudo de novo, vai quebrar o Brasil. Vocês vão ver: O Brasil vai empobrecer e um país de pobres e famintos, você não sabe o que vai acontecer”, complementou com a concordância de uma apoiadora que afirmou para ele “ficar mais esperto”.

“O quê é vacina emergencial? É que tem um laboratório produzindo e não está na fase final, ainda, mas está morrendo gente, vocês querem? Mas não podemos nos responsabilizar por efeitos colaterais. Todos os contratos são neste sentido. Eles [empresas farmacêuticas] não se responsabilizam por qualquer efeito colateral”, completou.

Eleição nos EUA

Aliado do atual presidente estadunidense que encerra seu mandato no próximo dia 19, Bolsonaro lamentou a decisão das direções das empresas que controlam as redes sociais de terem bloqueado o perfil de Trump no facebook, istagram e twitter. Mas em nenhum momento emitiu uma palavra contra a invasão protagonizada pelos militantes trumpistas que ivadiram a sede do Poder Legislativo daquele país com objetivo de evitar que o presidente eleito assuma o comando do país.

“Agora, pode ver nos Estados Unidos, bloquearam o Trump nas mídias sociais. Um presidente eleito, ainda presidente, tem as suas mídias bloqueadas. [Para de falar para receber uma caricatura feita por um menino de oito anos]. Eu também tinha muito medo de vacina. Corria de vacina! A vacina obrigatória é aquela comprovadamente eficazes e seguras [sic]. Mas é o tempo todo [a mídia] batendo numa tecla e se nós não tivermos o voto impresso em 22, ou uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problemas maiores que os Estados Unidos”, ameaçou.

“Olha só pessoal, o que o pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas, agora. Basicamente o que foi o problema e a causa desta crise toda? Falta de confiança no voto. Então lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos Correios, por causa da tal pandemia, e houve gente lá que votou três vezes, quatro vezes. Mortos votaram, foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí. Então a falta desta confiança levou a esse problema que está acontecendo lá. E aqui no Brasil se tivermos o voto eletrônico em 22 vai ser a mesma coisa. A fraude existe e a imprensa vai falar, sem prova e que a fraude não existe e eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais, esta certo! Eu só fui eleito por que tive muito voto em 18”, ameaçou novamente.

Festa da Globo pelos 200 mil mortos

Indagado por um apoiador por que o governo federal não promove a distribuição do medicamento ivermectina, um vermifugo, que algumas prefeituras como Itajaí (SC) oferece a população como forma de tratamento preventivo contra o novo coronavírus, Bolsonaro afirmou que a sua gestão federal não faz isso devido a pressão dos maiores veículos de imprensa do país que, segundo ele, encamparam uma campanha contra este remédio devido a ele não possuir comprovação científica de que é eficaz para o tratamento da doença e que a TV Globo está preparando uma festa para “comemorar” os 200 mil mortos que o país deve registrar nos próximos dias.

“Há um trabalho da Folha, da Globo, do Estado de S. Paulo, da imprensa sem vergonha, não é, contra isso aí. Para a imprensa e para a Globo interessa as mortes. A Globo está preparando a festa dos 200 mil mortos, que vai acontecer amanhã [08], ou depois. Vai ser festa na Globo. Está preparada já a festa da Globo! Para culpar quem? O Supremo diz que a responsabilidade destas questões cabem a governadores e prefeitos. O que coube a mim a responsabilidade, eu fiz. Recursos e meios. Não faltou recursos e meios. Os cofres de estados e municípios ainda tem recursos do ano passado. Por isso estão comprando, alguns, anunciam a compra de vacinas agora e de seringas também, sem problema nenhum!”, respondeu.

“E, agora, começam algumas emissoras de rádios do interior [informando] que eu aumentei o imposto da seringa. Eu não aumentei imposto de nada! É só mentira o tempo todo! [‘São covardes, presidente’, diz um apoiador]. Por que se voltar alguém aí do padrão do PT, do passado que tivemos aí, tá bom [sic] para a imprensa. A Globo vai começar a faturar alguns bilhões por ano para [receber] propaganda oficial do governo. O Bonner vai voltar a ganhar R$ 800 mil por mês. Aquela pancada de artistas, que não trabalhavam e ficavam lá estocados e recebendo, volta. A lei Rouanet, volta a funcionar a todo vapor! [‘Vai não, presidente’, gritam alguns apoiadores]”, complementou.

 

Mais provocações

Irritado com o título recebido na última semana concedido a ele por um consórcio de jornalistas investigativos, no mundo, organização dos jornalistas que apuram crimes e corrupção (OCCRP, sigla em inglês), de “líder mundial mais corrupto do planeta em 2.020”, Bolsonaro aumentou as provocações aos jornalistas críticos da sua gestão.

“Pessoal, estamos há dois anos sem corrupção e parece que tem gente que esqueceu disso. Uma coisa importante aqui: vamos ter eleições em 22. O pessoal tem que botar, cada um de vocês, bota na frente quem são os candidatos. Já apareceram. Bota lá. Vou votar nesse cara, aqui. Agora por que você critica só esse cara? Não tem obsessão por mandato, sede de poder. Tudo que me acusaram que eu seria, não fui. Não tem, da minha parte, nenhum ato antidemocrático e perseguição a nenhuma categoria, a negros, gays, gordo, careca, nordestino, nada! [Conseguimos] fazer com que estatais que [davam] prejuízo em dezenas de bilhões de reais a dar lucros. Um orçamento cada vez menos, [estamos] fazendo mais obras”, disparou.

“Não tem roubalheira! A imprensa diz, agora, que vou distribuir Ministérios para as outras eleições. É o tempo todo. Demitiram, por três vezes, na semana passada o Pazuello. Toda semana eles trocam ministros meus. Falam que [estamos] dando cabeçada e que volto atrás. Respondi anteontem uma pergunta sobre a tabela do Imposto de Renda, fato. Falei durante a campanha que queria corrigir a tabela, só que veio essa desgraça da pandemia. Mais ou menos R$ 700 bilhões de endividamento. Não deu para fazer isso. E falei que o Brasil estava quebrado e está quebrado, na questão pública. E tá [sic]! Vê se os prefeitos não estão quebrados? Tão no limite pagando só as despesas obrigatórias. Está no limite. E quebraram o Brasil ao longo de tanto tempo. E o que a imprensa faz? Mas ainda bem que a maioria da população já conhece essa imprensa brasileira, conhece a Rede Globo”, avaliou.

Sem corrupção

E o presidente garantiu que o título atribuído a ele pelo consórcio de jornalistas investigativos de “líder mundial mais corrupto do planeta em 2.020” foi injusto. Já que, segundo ele, seu governo desde janeiro de 2.019 teria acabado com a corrupção. E aproveitou para criticar seu antigo ministro da Saúde, o ex-deputado Henrique Mandetta (DEM-MS), que saiu do cargo por ser contra o Ministério da Saúde avalizar a distribuição da hidroxidocloroquina, que não possui comprovação científica de que é eficaz para combater o novo coronavírus.

“Se nós passamos dois anos sem acusação de corrupção e daí um grande pool de jornalistas investigativos mundiais me elegeram o mais corrupto do mundo e tem gente que acredita nessas porcarias, ainda! A imprensa brasileira está fechando por falta de credibilidade. Não tem mais verdade na imprensa brasileira. Coisa rara! Raros são os programas que discute, que fala a verdade, dá espaço para os dois lados. Querem me taxar de genocida, quem eu matei. Muito pelo contrário! Eu com as minhas medidas sugeri o tratamento precoce e evitamos muitas mortes. Ainda tem locais que é proibido o médico, que não tem que ser proibido de nada, por que ele está na ponta da linha, é o que decide, com o seu paciente, o que tem que fazer e o paciente acredita, ou não. É um direito dele. Se não acreditar, ele procura um outro médico”, comentou.

“Agora, nós salvamos vidas com esse tratamento precoce. Agora é só procurar. No meu prédio, são mais de 200 pessoas que trabalham, umas duzentas pegaram o vírus e nenhuma foi para o hospital, na base da hidroxicloroquina e ivermectina e aqui o pessoal fala para que não pode, mas vai oferecer o quê? Vai dar uma de Mandetta? Quando tiver falta de ar vai para o hospital? O Mandetta vai para o hospital fazer o quê, se não tem remédio? [‘Jogar sinuca’, diz um apoiador]. Jogar sinuca, é! Quando ele saiu, ele também foi abraçar o pessoal sem máscaras. É como a gente tá [sic] vendo alguns artistas globais correndo na praia também sem máscara, jogando futebol. Como é, Felipe Neto? Jogando futebol. E ele bota no twitter dele, quando eu saia do gol e ia para frente, eu colocava máscara”, afirmou em meio a risos e gargalhadas dos apoiadores.

Propaganda contra a Globo

Num crescendo de irritação junto aos apoiadores, Bolsonaro começou a propagar a necessidade dos seus apoiadores e brasileiros, em geral, a não assistir mais a “TV Globo”.

“Por exemplo, fui num bar agora em Guarujá (SP), parei de moto num canto, o dono do bar ofereceu tudo, de graça, Coca Cola, o Guaraná Jesus, tudo de graça e [o aparelho de televisão] tava ligada [sic] na Globo. Aí eu falei, olha: eu aceito, muito obrigado, mas muda de canal e ele mudou de canal e falou que nunca mais ia botar na TV Globo ali no bar dele. É o que todo mundo devia fazer”, destacou o presidente com a concordância de uma apoiadora que afirmou para ele: “exatamente’.

Eleições 2.022

Na oportunidade, Bolsonaro garantiu que ainda não decidiu se será candidato a reeleição em 2.022 e aproveitou para analisar, segundo ele, o “sistema corroído” que ele encontrou quando tomou posse como presidente e que não dá para promover mudanças como ele prometeu em apenas um mandato.

“Não estou falando que vou ser candidato, disputar as eleições. Até quem me critica, arranja um candidato para você. Estou no meu facebook, o que faço? O cara está contra mim, sem problema nenhum. Agora, se vai para a baixaria e não apresenta um candidato dele, eu vou para o banimento. É aquela velha história, se tem alguém melhor, tem sempre, tem milhares pessoas melhores do que eu no Brasil, mas tem que ter coragem, como tem muita gente que critica, não é? Por que não veio a candidato a vereador e mudou o teu município? Ou a prefeito? Tem muito município que é fácil”, abordou.

“É fácil enfrentar um sistema corroído, um sistema que está aí há décadas para mudar tudo isso. Alguns falam que tal órgão está contra o presidente, quisera deus que fosse só um órgão contra mim. Só umzinho, só, quisera Deus! [‘Quatro anos é muito pouco, presidente’, fala um apoiador]. Agora, pessoal, o que uns querem que eu faça é agilidade. Não dá! Não dá para mudar um navio de curso rapidamente. Não dá! Dar um cavalo de pau num transatlântico. A gente vai fazendo devagar”, analisou.

Auxílio emergencial

Questionado por um apoiador proveniente do Amazonas, que é o estado mais afetado atualmente pela pandemia, a quem ele perguntou se era jornalista, sobre as chances do seu governo prorrogar o auxílio emergencial que estaria ampliando sua base de apoio, sobretudo no interior, Bolsonaro afirmou que não e que não quer que o Brasil se torne uma Venezuela.

“[‘Por conta do auxílio emergencial, o sr. Tem recebido muito apoio’, diz um apoiador.] Você é da imprensa? [Não, não! Sou do Amazonas. Vim só visitar. Mas o sr. Tem tido muito apoio, principalmente, no interior do estado do Amazonas]. Qual o país do mundo fez o auxílio emergencial? Parecido foi os Estados Unidos [sic], parecido. Mais ninguém fez. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Foram quase 68 milhões de pessoas. No começo R$ 600,00. Vamos pagar R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa. O homem do campo, também. Vai sair do campo e vai para a cidade. Quero ver quem vai produzir? País que começou assim com muitas ações sociais, em exagero, ações sociais [devemser] para quem precisa, foi a Venezuela. Olha como eles estão lá. País riquíssimo com petróleo e ouro. O pessoal mais pobre agora está fugindo. Não tem mais cachorro para comer lá, nem gato, está [sic] fugindo para o Brasil”, disse.

“Será que é difícil acompanhar o que está acontecendo no mundo para saber qual caminho temos que tomar no Brasil? Por que estou conversando com vocês aqui? Podia passar direto, não dar bola. [‘Como todos fazem. Essa é a diferença. Tenho 70 anos e nunca pensei na minha vida que estaria aqui o presidente’, diz uma apoiadora]. 70? 70 muito? [‘Eu não acredito que estou aqui’, respondeu a apoiadora]. Eu também não acreditava ser presidente. [Risos e gargalhadas]. A imprensa não tem o que fazer e daí fica falta seringa, incompetência. Queria que eu comprasse superfaturada [sic] para ser taxado de corrupto, agora, não é? Igual o pessoal que comprou respiradores superfaturados [sic] e queriam que eu fizesse a mesma coisa”, repetiu.

“Então eles ficam o tempo todo arranjando uma maneira e dizendo agora que vai faltar seringas, como nós estamos segurando para a covid, vai faltar seringa para outras doenças. São canalhas. Bonner, você é o maior canalha que existe, Bonner. São canalhas. Ficam o tempo todo mentindo. Agora ainda não me acusaram de corrupto, a não ser o grupo de jornalistas, coleguinhas de vocês, [que me taxaram] de maior corrupto do mundo. Está certo! Não me acusam de nada. Não falta a gente trabalhar, se empenhar, um time de ministros muito bom. Se vocês começarem a pegar, pega o ministro meu da Ciência e Tecnologia, o Marcos pontes, pega quem os antecedeu? Aqueles que antecederam a ele? Veja o padrão de conhecimento, de entrega, de trabalho. Assim pega qualquer ministro nosso”, finalizou.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)