VACINAS: Em rede nacional de rádio e TV, Pazuello afirma que vacinação no país começará ainda em janeiro, mas não crava data
Ministro falou também que Brasil já dispõe de 354 milhões de doses de vacinas e que país exportará imunizantes; Pazuello garantiu ainda que temos 60 milhões de seringas prontas para serem aplicadas e mais 8 milhões que serão entregues em fevereiro
( Publicada originalmente às 21h00 do dia 06/01/2021)
(Brasília-DF, 07/01/2021) Em rede nacional de rádio e televisão, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou na noite desta quarta-feira, 06, que a vacinação no país começará ainda este mês de janeiro, mas não cravou nenhuma data específica sobre quando isso acontecerá.
O ministro falou também que o Brasil já dispõe de 354 milhões de doses de vacinas, sendo 254 milhões provenientes dos lotes que já foram comprados e reservados pelo governo brasileiro junto ao laboratório Astrazeneca, que é produzida em conjunto com a universidade inglesa de Oxford e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, além de 100 milhões de doses da vacina coronavac, adquirida pelo governo de São Paulo, junto ao laboratório chinês Sinovac, que produz essa vacina em conjunto com o Instituto Butantan, no país.
Devido o Brasil possuir um grande parque industrial farmacêutico, Pazuello está confiante que o país conseguirá ampliar a produção interna de vacinas, junto a outros laboratórios, e que isso permitirá a industria química brasileira exportar imunizantes para outros países. No discurso, Pazuello garantiu ainda que o Brasil possui 60 milhões de seringas prontas para serem aplicadas e que mais oito milhões serão entregues em fevereiro pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), além da promessa da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) de entregar a partir de março outras 30 milhões de seringas ao Ministério da Saúde.
Por fim, Pazuello destacou ainda que a vacinação no país será gratuita e não obrigatória, como defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar do Supremo Tribunal Federal (STF) já ter decidido que o Plano Nacional de Imunização (PNI) contra o novo coronavírus (covid-19), que já matou quase 200 mil brasileiros, será, sim, obrigatória, podendo o Estado impor sanções aos cidadãos que se recusarem se imunizar.
“Temos hoje 354 milhões de doses de vacinas asseguradas, para 2021, sendo 254 milhões de doses pela Fiocruz em parceria com a Astrazeneca, além de 100 milhões de doses pelo Butantan em parceria com a Sinovac. Estamos em processo de negociação com os laboratórios Gamaleya, da Rússia; Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; e Barat Biotech, da Índia. O Brasil é o único país da América Latina que tem três laboratórios produzindo vacinas. Ou seja, seremos também exportadores de vacina para a nossa região muito em breve”, falou.
“O Brasil já tem disponíveis cerca de 60 milhões de seringas e agulhas nos estados e municípios. Ou seja, um número suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro.Temos, também, a garantia da Organização Pan-Americana de Saúde de que receberemos mais 8 milhões de seringas e agulhas em fevereiro, além de outras 30 milhões já requisitadas à Abimo, a Associação dos Produtores de Seringas. No que depender do Ministério da Saúde e do Presidente da República, a vacina será gratuita e não obrigatória. Brasil imunizado! Somos uma só nação!”, complementou.
Pfizer
Pazuello explicou também que o governo brasileiro vem tentando estabelecer linhas de acordo com a empresa norte-americana Pfizer, responsável pela primeira vacina já aplicada em diversos países, e que espera ter uma solução final para que esse imunizante também possa ser aplicado no Brasil.
“Importante enfatizar, quanto à Pfizer, que já disponibilizou suas vacinas em vários países, mesmo em quantidades muito reduzidas, que o Ministério da Saúde está trabalhando com os representantes da empresa para resolver as imposições que não encontram amparo na legislação brasileira, entre elas: isenção total e permanente de responsabilização civil por efeitos colaterais advindos da vacinação; transferência do foro de julgamento de possíveis ações judiciais para fora do Brasil; e disponibilização permanente de ativos brasileiros no exterior para criação de um fundo caução para custear possíveis ações judiciais”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)