31 de julho de 2025
Brasil e Saúde

VACINAS: Após cobrar cronograma de vacinação para contra o covid-19, Wellington Dias é informado que vacinas da Oxford e coronaVac pedirão autorização emergencial na próxima sexta

Governador piauiense, que representa todos os governadores com relação as vacinas contra o coronavírus, recebeu a informação após reunião com representantes dos laboratórios Astrazeneca e Sinovac

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( Publicada originalmente às 19h01 do dia 06/01/2021) 

(Brasília-DF, 07/01/2021) Após cobrar do Ministério da Saúde um cronograma de vacinação para que estados e municípios possam se planejar, o governador Piauí, Wellington Dias (PT), disse nesta quarta-feira, 06, que foi informado de que as vacinas produzidas pela universidade inglesa de Oxford e também pela empresa chinesa Sinovac, entrará com pedido de uso emergencial dos imunizantes junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até a próxima sexta-feira, 08.

A vacina da Oxford é produzida em parceria com o laboratório sueco Astrazeneca e com a representação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aqui no Brasil. Já a vacina coronaVac da chinesa Sinovac é produzida em parceria com o instituto brasileiro Butantan. De acordo com o governador piauiense, que representa todos os governadores do país com relação as vacinas contra o novo coronavírus (covid-19), a informação foi recebida após se reunir com representantes dos laboratórios farmacêuticos.

Mas antes, Wellington Dias estava reunido com o secretario nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, quando junto com os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reforçavam o pedido para que o governo federal anuncie o mais rápido possível o cronograma de vacinação, ainda data para ser apresentada.

“Nós pedimos a apresentação de um cronograma e que tenhamos a informação precisa de quando podemos começar a vacinação no Brasil, a partir daí vamos contar com vacinas para janeiro de 2.021, fevereiro, março, até que a gente tenha a imunização e também a informação sobre qual a data que nós teremos para que os 5.570 municípios do Brasil possamos ter a qualificação. [E também se será] possível contar com insumos como seringas, EPIs [Equipamentos de Proteção Individuais], e aquilo necessário para a vacinação. É claro que nós nos colocamos também a disposição para se fazer esse trabalho integrado e com a participação dos estados. Ali o quê ficou patente? [Que] não era possível ter a definição de data”, comentou.

W. Dias teve um diálogo com o secretário nacional Arnaldo Medeiros.

“Em razão disso, fizemos um pedido que o secretário nacional, Arnaldo Medeiros, da Vigilância em Saúde, pudesse levar ao ministro Pazuelo para garantir a elaboração de um cronograma para que a gente possa já na próxima segunda-feira, 11, em que também já conversei com o presidente da Câmara e também com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a representação no Supremo com o ministro Fux para que possamos juntos sentar a todos e que se possa ter essa definição. Não é razoável esse atraso que estamos tendo no Brasil. Temos hoje já quase todos os países, com a nossa vizinhança, com a vacinação e o Brasil que tem uma tradição e experiência em toda essa área de vacinas, com as boas relações que tem, no campo internacional, ainda ter essa dificuldade, ou de compra de vacina para entrega, ou de produção de vacina com quatro laboratórios dentro do Brasil. Isso a cada dia que passa significa mortes, a perda de vidas humanas e o que queremos é um cronograma que seja apresentado o mais rapidamemte possível”, complementou.

Ele destacou o que considerou uma “notícia boa”.

“[Mas depois conversando] com a dra. Nísia Trindade e dr. Maurício Mauricio Zuma, da Fiocruz, e estava com ela a representação da Astrazeneca. [Temos] Notícias boas: até sexta feira a Astrazeneca/Fiocruz, a exemplo da Sinovac/Butantan, devem protocolar pedido de autorização emergencial para ANVISA, para uso das duas vacinas no Brasil, o que permite em 10 dias, até 18/01/21 a Anvisa autorizar, pela regra. Com isto sim, teremos condições de vacinação, onde já temos cerca de 10,8 milhões de doses no Butantan e com compromisso de entrega de mais 9 milhões de doses (mérito do governador Dória e Butantan) e compromisso de entrega de 2 milhões de doses da Astrazeneca, confirmado pelo dr Carlos Sanches, também em janeiro”, completou.

Cronograma da vacinas

Na sequência, Wellington Dias conseguiu junto aos laboratórios obter um cronograma de fornecimento das duas vacinas que serão aplicadas no país, tanto a da Oxford, como a coronaVac.

“Na oportunidade reforcei pedido que tínhamos encaminhado de ampliar TFA previstos para produção de 15 milhões de doses, em nome do Fórum dos Governadores e afirmei, que sendo o caso, podemos comprar também pelos Estados. E foi bem recebida a proposta, a partir da base de produção de TFA da China. E Fiocruz confirmou que tem condições de produzir até 30 milhões de doses. Outro apelo foi para cronograma que permita o mais rapidamente possível com variadas vacinas, atender o grupo da primeira fase e de maior risco, com cerca de 50 milhões de doses de vacinas e com isto imunizar todas as equipes que trabalham na saúde incluindo vacinação, idosos com mais de 60 anos e com comorbidades. Aqui estão as pessoas que respondem por mais de 70% das internações e óbitos, defendemos seja a maior prioridade pelo elevado risco”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)