PNAD COVID: Rendimento caiu de outubro para novembro aponta IBGE; rendimento é maior onde tem auxílio emergencial
Veja os números
( Publicada originalmente às 11h 58 do dia 23/12/2020)
(Brasília-DF, 24/12/2020). O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira, 23, os números de sua última pesquisa PNAD Covid-19. São dados diversos, mas a Política Real destaca, aqui, os números de renda. Rendimento médio caiu de outubro para novembro, aponta pesquisa.
Em novembro, o rendimento habitual de todos os trabalhos ficou, em média, em R$ 2.334, para Brasil, e o efetivo em R$ 2.205, ou seja, o efetivo representava 94,5% do habitualmente recebido, em outubro correspondia a 93,6%.
Nas regiões Sudeste e Sul estavam as maiores diferenças: 94,1% e 94,3%, respectivamente. De outubro para novembro, houve quedas de 1,4% no rendimento habitual, e de 0,4% no rendimento efetivo, em termos reais.
A massa de rendimento médio real normalmente recebido passou de R$ 195,7 bilhões em outubro para R$ 194,2 bilhões em novembro. Considerando o rendimento efetivo, houve um aumento da massa de rendimento de 0,2% em termos reais (passando de R$ 183,1 bilhões em outubro para R$ 183,5 bilhões em novembro).
Os trabalhadores por conta própria e os empregadores tiveram as maiores diferenças entre os rendimentos habitual e efetivamente recebidos, 86,1% e 91,3%, respectivamente.
Rendimento per capita é mais que o dobro nos domicílios sem auxílio emergencial
O rendimento médio real domiciliar per capita efetivamente recebido, no Brasil, em novembro, foi de R$ 1.298, ou 1,8% abaixo de outubro em termos reais (R$ 1.321). As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores, R$ 864 e R$ 865, respectivamente.
A proporção de domicílios que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia, no Brasil, passou de 42,2% em outubro para 41,0% em novembro, com valor médio do benefício em R$ 558 por domicílio. Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio: 57,0% e 55,3%, respectivamente. Entre os auxílios estão o Auxílio Emergencial e a complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
Ao todo, 19 unidades da federação tiveram queda no percentual de domicílios onde um dos moradores recebe auxílio emergencial entre outubro e novembro. Os demais oito estados ficaram estáveis. Os maiores índices são do Amapá (70,1%), Pará (61,1%), Maranhão (60,2%), Alagoas (58,4%) e Piauí (57,5%). Os estados com as menores proporções são Santa Catarina (22,0%), Rio Grande do Sul (27,0%) e Distrito Federal (28,9%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)