PNAD COVID: População desocupada chega a 14 milhões de pessoas; Nordeste foi onde maior avanço em novembro, aponta IBGE
Veja os números
( Publicada originalmente às 11h 29 do dia 23/12/2020)
(Brasília-DF, 24/12/2020). O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira, 23, os números de sua última pesquisa PNAD Covid-19. São dados diversos, mas a Política Real destaca, aqui, os números de ocupação e renda.
A população ocupada totalizava 84,7 milhões em novembro – aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões de pessoas) e, pela primeira vez desde o início da pesquisa, aumento de 0,3% em relação a maio (84,4 milhões de pessoas).
Já a população desocupada foi de 14,0 milhões de pessoas em novembro contra 10,1 milhões de pessoas em maio e 13,8 milhões em outubro – aumento de 38,6% e 2,0%, respectivamente. A única região a apresentar aumento significativo no número de desocupados foi a Região Nordeste (+4,7%). As demais regiões ficaram estatisticamente estáveis.
A taxa de desocupação ficou estatisticamente estável, passando de 14,1% em outubro para 14,2% em novembro. A taxa em novembro foi estatisticamente maior que em outubro apenas no Nordeste (passou de 17,3% para 17,8%), mantendo-se estatisticamente estável nas outras regiões: Norte (15,4%), Sudeste (14,3%), Centro-Oeste (12,2%), e Sul (9,3%).
A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 17,2%, maior que a dos homens, de 11,9%. Por cor ou raça, a taxa era maior entre as pessoas de cor preta ou parda (16,5%) do que para brancos (11,5%), isso representou um aumento de 0,3 pontos percentuais na taxa entre pretos e pardos enquanto a taxa entre os brancos manteve-se inalterada pelo quarto mês consecutivo. Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores (24,2% para aqueles de 14 a 29 anos de idade) e, por nível de escolaridade, aqueles com nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas (6,7%).
Força de trabalho cresce 0,8%
A força de trabalho (98,7 milhões) cresceu 0,8% em novembro. Já o contingente de pessoas fora da força de trabalho (72,0 milhões) caiu 0,9%. Deste total, 33,4% (24,1 milhões) gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho e 18,9% (13,7 milhões) não buscaram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar.
Em maio, 70,2% das pessoas, embora quisessem trabalhar, não o fizeram por causa da pandemia ou da falta de trabalho na localidade em que viviam. Esse percentual vem caindo mês a mês: em outubro, 58,4% das pessoas que embora quisessem trabalhar não o fizeram alegaram que o principal motivo estava relacionado à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, e agora em novembro, esta proporção caiu para 56,7%.
O nível da ocupação era de 49,7% em maio, passou para 49,3% em outubro e chegou a 49,6% em novembro. Frente a outubro, esse indicador teve ligeiro aumento em todas as regiões.
As regiões Nordeste e Norte novamente apresentavam os menores níveis de ocupação: 41,2% e 46,5%, respectivamente. Desde o início da pesquisa, estas regiões possuem menos da metade das pessoas em idade de trabalhar ocupadas no mercado de trabalho.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)