31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Marcos Pereira, VP da Câmara, rompe aliança com Maia e anuncia que será terceira via na disputa do comando da Casa

Parlamentar da legenda controlada pelos bispos da IURD, disse que seu partido não entrará num “jogo já jogado”, se referindo a disputa entre os grupos do centrão que apoiam ou atual presidente da Casa, ou Arthur Lira, que tem o apoio de Bolsonaro

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( Publicada originalmente às 15h00 do dia 10/12/2020) 

(Brasília-DF, 11/12/2020) Atual primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), oficializou nesta quinta-feira, 10, o seu rompimento com a aliança de partidos e parlamentares que apoiam o atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e anunciou que será candidato a presidir a instituição no biênio 2.021/2.022 e que sua candidatura será uma terceira via na disputa pelo comando do parlamento.

Apesar de capixaba e natural de Linhares, município localizado no sul do Espírito Santo, Pereira é eleito por São Paulo, filiado a legenda controlada pelos bispos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), disse que seu partido não entrará num “jogo já jogado”, na qual se refere a disputa entre os grupos dos partidos que formam o que ficou conhecido como centrão e que se dividem entre o apoio ao atual presidente da Casa, ou ao líder do PP, deputado Arthur Lira (AL), que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), e que lançou nesta última quarta-feira, 9, sua candidatura à presidência da Câmara com apoio de nove partidos: Avante, Patriotas, PL, PP, PSC, PSD, PTB, PROS e Solidariedade.

Pereira afirma, ainda, que sua candidatura também não é uma resposta da direção nacional do partido à família de Maia, ou ao DEM, do parlamentar fluminense, devido ao acirramento eleitoral entre o atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e sobrinho de um dos mandachuvas da IURD, bispo Edir Macedo, derrotado no último dia 29 de novembro pelo ex-prefeito daquela cidade, Eduardo Paes (DEM). O Republicanos é ainda o partido de dois dos três filhos parlamentares do presidente Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro e o vereador carioca Carlos Bolsonaro.

“Reuni a bancada [de 32 deputados na quarta-feira, 10] pela manhã e decidimos não aderir ao bloco do [Rodrogo] Maia, porque não vamos entrar em um jogo já jogado. Entendemos que esse jogo já está todo combinado. Ninguém do Planalto ou ligado ao presidente [da República] esteve comigo para falar sobre presidência da Câmara. Nem me lembro da última vez em que estive com Bolsonaro”, falou em entrevista ao jornal O Globo.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)