CORONAVIRUS: Ao comentar as mais de 170 mil mortes por covid, Pazuello diz que Brasil está vivendo "repique" da 1ª onda e que país terá quatro ondas da doença
Ministro da Saúde respondeu questionamentos sobre a evolução da doença, de como executará o plano de imunização para aplicar vacinas, mas não comentou os quase sete milhões de testes armazenados desde julho e que poderão ser descartados em janeiro
( Publicada originalmente às 20h 59 do dia 26/11/2020)
( reeditado)
(Brasília-DF, 27/11/2.020) Ao comentar as mais de 170 mil mortes apuradas pelo próprio Ministério da Saúde até esta quinta-feira, 26, por conta do novo coronavírus (covid-19), o ministro Eduardo Pazuello declarou que o Brasil está vivendo um "repique" da primeira onda que atingiu o país a partir de março e que a doença atacará a população em quatro ondas.
Pazuello, que é general da ativa, respondeu questionamentos sobre a evolução do covid, de como executará o plano de imunização para aplicar as vacinas que venham a ser autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não comentou os quase sete milhões de testes importados da Coreia do Sul, em julho, e armazenados desde então no aeroporto de Guarulhos (SP) e que poderão ser descartados em janeiro, sem uso pela população.
"Estamos falando de repique de contaminações e mortos em algumas regiões. Sim, é só acompanhar os dados no nosso site. No Sul e no Sudeste do país o repique é mais claro. E no Norte e Nordeste é bem menos impactante, com algumas cidades fora da curva. No Centro-Oeste ele é bem mais no meio do caminho. Sim. Isso é um repique da nossa pandemia", comentou.
Ele faz uma explicação detalhadas sobre as possíveis “ondas”.
"A primeira [onda] é exatamente a contaminação, as mortes, tudo que aconteceu e vem acontecendo com o repique. Isso é uma onda que pode ter um, dois repiques. Mas é uma onda. Nós teremos quatro ondas, cuidado para não sermos enganados. A segunda onda, que é tão grave quanto a primeira, são as doenças que ficaram impactadas. Temos muitas pessoas que não se trataram corretamente. A terceira onda é muito interna, porque é dentro da família. Tem a ver com o aumento da violência doméstica, feminicídios, estupros. Isso acontece dentro de casa, com o isolamento e crise econômica", complementou.
Ele disse para as pessoas não confundirem ondas com surtos da doença.
"Não confundam ondas com novos surtos. Lá é um novo surto que pode virar endemia e depois pandemia e pode se confundir com as ondas da primeira. Então, o troço é grave. Ele vai numa linha e precisamos estar atentos. Quando tivermos dados logísticos das vacinas, a gente fecha o plano. Precisamos aproximar um pouco mais da chegada para fechar o plano logístico. Os recursos que temos vou empregar no reforço de UTIs, no reforço do atendimento das cirurgias e tratamentos que ficaram impactados", completou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)