BRASIL X CHINA: Após novos ataques de Eduardo Bolsonaro a China e “veemente repúdio” da embaixada chinesa, Kátia Abreu afirma a Yang Wanming que “posições políticas isoladas não representam a voz dos brasileiros”
Em nota, Itamaraty diz que repúdio da embaixada da China não foi “apropriado” e que o “conteúdo ofensivo e desrespeitoso” da nota da embaixada chinesa “prejudica a imagem da China junto à opinião pública brasileira”
( Publicada originalmente às 13h 50 do dia 26/11/2020)
(Brasília-DF, 27/11/2.020) Após os novos ataques e provocações feitas nesta última segunda-feira, 23, a China feitos pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que teve como resposta um “veemente repúdio“” por parte da embaixada chinesa no país, a senadora Kátia Abreu (PP-TO), encaminhou na noite desta última quarta-feira, 25, um ofício ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, afirmando que “posições políticas isoladas não representam a voz dos brasileiros”.
Porém, em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, afirmou também na noite desta última quarta que o repúdio da embaixada da China às declarações do parlamentar paulista, já apagada do perfil no twitter do filho do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (Sem Partido), não foi “apropriado” e que o “conteúdo ofensivo e desrespeitoso” da nota da embaixada chinesa publicada em suas redes sociais “prejudica a imagem da China junto à opinião pública brasileira”.
“Reforço minha admiração e respeito aos históricos laços de amizade que unem Brasil e China, a segunda maior economia mundial e o mais importante parceiro comercial do nosso país. A nação chinesa tem grande relevância para o desenvolvimento de diversos setores produtivos do Brasil e é o destino principal de vários produtos da nossa pauta de exportações. Já estive na China em 10 oportunidades e a cada nova visita descubro um país fabuloso, com acelerado e sustentado crescimento econômico, elevado nível de investimentos estrangeiros, dinamismo, inovação e competitividade admiráveis. Reitero aqui a minha convicção de que posições políticas isoladas não representam a voz dos brasileiros. Prefiro acreditar nas relações sinobrasileiras como sinônimo de cooperação e amizade”, escreveu a senadora tocantinense, ex-ministra da Agricultura no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e candidata a vice-presidente nas eleições presidenciais de 2.018 na chapa encabeçada por Ciro Gomes.
“Não é apropriado aos agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil tratarem dos assuntos da relação Brasil-China através das redes sociais. Os canais diplomáticos estão abertos e devem ser utilizados. O tratamento de temas de interesse comum por parte de agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil através das redes sociais não é construtivo, cria fricções completamente desnecessárias e apenas serve aos interesses daqueles que porventura não desejam promover as boas relações entre o Brasil e a China. O tom e conteúdo ofensivo e desrespeitoso da referida ‘declaração’ [feita pela embaixada chinesa] prejudica a imagem da China junto à opinião pública brasileira”
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)