COMENTÁRIO DO DIA: O pecador santificado
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( Publicada originalmente às 08h 39 do dia 26/11/2020)
(Brasília-DF, 27/11/2020) Contagem regressiva para as eleições municipais em 57 cidades no próximo domingo. Ninguém pode ser preso, a não em flagrante. Não haverá sessões na Câmara e no Senado, natural.
O Judiciário terá uma tour de force no Tribunal Superior Eleitoral(TSE) que vai querer mostrar que o que ocorreu no primeiro turno foi só um pequeno atraso, como foi insistentemente dito pelo comando do Eleitoral.
O Presidente Jair Bolsonaro terá uma agenda boa, e um ato no final do dia. Os mercados estão atentos, atentíssimos, mais ao que vem d’álem mar!
O Mundo ficou perplexo com a morte de Diego Armando Maradona. Não é fácil perder figura tão icônica, tão novo, tão breve!
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COMENTÁRIO
Santo Agostinho dizia que a santidade não era coisa de mortais, para virar santo é preciso morrer e ir para o Céu.
Diego Armando Maradona o gênio do futebol, o mais popular esporte do Planeta, morto nessa quarta-feira, 25 de novembro, conseguiu a santidade em vida sendo um pecador contumaz, reconhecidamente contraditório.
O povo argentino que é conhecido por serem italianos que falam espanhol e se acham ingleses foram humilhados pelo britânicos na Guerra das Malvinas/Falklands, em 1982. Em 1986, na Copa do México, Maradona numa disputa Argentina contra Inglaterra fez dois gols, um de mão que acabou validado com uma sutileza que ele chamou de “Mão de Deus” e outro foi considerado o “gol do século” de tão impressionante.
Maradona, ao longo da vida, se associou com os poderosos da esquerda latino-americana, mas alguns se esquecem que apoiou o neoliberal Carlos Menen até onde pode. Como sempre contraditório. Ao morrer recebeu saudação de lideres de todos os lados, direita e esquerda.
Maradona mexeu tanto com o mundo não só por sua genialidade futebolística, mas por ser ser um pecador que conseguia ser perdoado, ser um santo.
Em tempos de grande polarização no mundo, a Argentina que vive mais um de seus dramas, ganha uma oportunidade para se unir.
Aqui no Brasil, esperamos não precisar perder um de nossos ícones para encontrarmos nosso rumo.
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia
( da redação)