31 de julho de 2025
Brasil e Economia

INDÚSTRIA: Setor industrial avança pelo quinto mês seguido e avança 2,6% em setembro, diz IBGE

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( Publicada originalmente às 15h 17 do dia 04/11/2020) 

(Brasília-DF, 05/11/2020) No início da tarde desta quarta-feira, 4, o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a produção industrial brasileira no mês de setembro teve um avanço de 2,6% frente à agosto.  É uma sequência de cinco meses seguidos de alta, porém foi o menor avanço na série destacada.  Em maio a alta foi de 8,7%, em junho foi de 9,6%, em julho foi de 8,6% e em agosto chegou a 3,6%.

Esses cinco meses de crescimento eliminaram a perda de 27,1% acumulada entre março e abril, quando a produção industrial havia caído ao nível mais baixo da série. Com isso, em setembro de 2020, a atividade industrial no país se encontra 0,2% acima do patamar de fevereiro último, quando a pandemia de COVID19 ainda não havia afetado a produção industrial do país.

2019

Quando se compara com   setembro de 2019, a indústria cresceu 3,4%, interrompendo dez meses de resultados negativos seguidos nessa comparação. O setor acumula perda de 7,2% no ano e de 5,5% em doze meses.

O avanço de 2,6% da atividade industrial teve perfil generalizado de crescimento, alcançando todas as grandes categorias econômicas e a maior parte (22) dos 26 ramos pesquisados.

Setores em avanço

Produção de veículos automotores avança 14,1% frente a agosto.  Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (12,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%), de couro, artigos para viagem e calçados (17,1%), de produtos alimentícios (1,2%), de metalurgia (3,5%), de produtos de minerais não-metálicos (4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,2%), de celulose, papel e produtos de papel (3,7%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (3,2%).

Por outro lado, entre as quatro atividades que apontaram redução na produção, a de indústrias extrativas (-3,7%) assinalou o principal impacto negativo nesse mês, interrompendo, dessa forma, três meses de resultados positivos consecutivos e que acumularam expansão de 18,2%.

Entre as grandes categorias econômicas, em relação a agosto de 2020, bens de consumo duráveis, ao crescer 10,7%, apresentou a maior taxa positiva e apontou o quinto mês seguido de expansão na produção, acumulando nesse período avanço de 520,3%. Porém, mesmo com esses resultados positivos recentes, o segmento ainda se encontra 2,8% abaixo do patamar de fevereiro último.

Os setores produtores de bens de capital (7,0%), de bens de consumo semi e não-duráveis (3,7%) e de bens intermediários (1,3%) também assinalaram crescimento nesse mês, com todos também apontando expansão pelo quinto mês consecutivo e acumulando nesse período ganhos de 93,2%, 30,7% e 26,9%, respectivamente.

Média móvel avança 4,8% no trimestre encerrado em setembro

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria avançou 4,8% no trimestre encerrado em setembro, após também avançar em agosto (7,1%) e em julho (9,0%), quando interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2019.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (17,1%) assinalou o avanço mais intenso em setembro, após crescer 34,4% em agosto e 60,7% em julho, quando interrompeu o comportamento negativo presente desde março de 2020.

Os setores produtores de bens de capital (8,8%), de bens intermediários (4,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (3,3%) também mostraram taxas positivas em setembro de 2020, com os dois primeiros avançando pelo terceiro mês consecutivo e acumulando nesse período ganhos de 43,7% e 18,4%, respectivamente; e o último permanecendo com a trajetória ascendente iniciada em maio de 2020.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)