Bolsonaro, em encontro com apoiadores, ataca Joao Dória e diz que São Paulo cobra muitos impostos
Em vídeo postado nas suas redes sociais que mostra conversa com empresários na chegada ao Palácio do Planalto, presidente brasileiro disse ainda que o país "recuperou a credibilidade" no exterior
( Publicada oiginalmente às 13h 31 do dia 27/10/2020)
(Brasília-DF, 28/10/2.020) Em encontro com alguns de seus apoiadores no final da manhã desta terça-feira, 27, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) elogiou os ministros das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Tereza Cristina, pelos bons números apresentados na exportação de commodities e aproveitou para atacar o governador de São Paulo, João Dória Jr. (PSDB), que, segundo ele, teria aumentado impostos sobre produtos da cesta básica, além de disparar críticas aos veículos de imprensa “Folha de S. Paulo” e “O Globo”.
No vídeo postado nas suas redes sociais que mostra uma conversa sua com empresários do ramo do agronegócio na chegada ao Palácio do Planalto, o presidente brasileiro disse ainda que o país "recuperou a credibilidade" no exterior e comemorou a informação trazida pelo seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o país começa a retomar o crescimento da economia e de que a moeda brasileira, o Real, começa a voltar a ser comprada por investidores estrangeiros.
Entretanto, quando provocado por um de seus apoiadores que começava a atacar a China, Bolsonaro sabiamente desviou o foco e passou a falar da importância do país em diversificar a sua exportação para atender a demanda de vários países. "E [optamos em] diversificar a exportação", emendou.
"O Brasil é um país que recuperou a credibilidade lá fora. Isso a gente deve muito a nossa ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e ao nosso embaixador Ernesto araújo, que também é muito bom nos contatos. Você sabe que o cara é bom com as críticas da imprensa. Quanto mais a imprensa critica, é sinal que o cara é bom", iniciou.
"É o que falo para eles: vocês [ministros] querem ser demitido? Sejam elogiados pela Folha e pelo O Globo, que eu demito vocês. Lá fora, a prova está aqui [apontando para os apoiadores] que estão plantando mais, produzindo mais, mais emprego. O mês passado foi [criado] mais 250 mil empregos", complementou.
"As empresas lá fora estão recomendando comprar Real, é isso Paulo? Então é mais uma sinalização do mercado de que está dando certo a economia nossa. Então lá fora estão recomendando comprar dólares, comprar reais. Tem mais dados da economia, Paulo?", perguntou Bolsonaro ao ministro Guedes.
Paulo Guedes disse que a economia está voltando em “v”.
"A economia está voltando em 'v' como a gente achava que ia voltar. No mês passado 250 mil novos empregos como o presidente falou e mais de 300 mil novas empresas foram criadas", completou o ministro da Economia.
Bolsonaro, em seguida, criticou os que defendiam o “fique em casa” e disse que foi ele quem salvou a economia.
"Empresas que foram destruídas com àquela história do fique em casa. Lembra que eu falava que tinha que tratar do vírus e da economia? Então o pessoal dando pancada em mim, não é? Nhém, nhém, nhém, nhém e o olha o problema aí. Se não é o trabalho da equipe econômica, do auxílio-emergencial, socorro aos pequenos e microempresas, rolagem de dívida dos estados", observou o presidente.
A partir daí é fez duras críticas ao Estado de São Paulo e ao governado João Dória.
"Tem um estado que criou imposto no Brasil, sabe qual é, ou não? Alguém sabe, alguém comentou e sabem quem é? São Paulo. São Paulo aumentou barbaramente os [tributos que incidem nos] produtos da cesta básica. Lamentavelmente! Está cobrando imposto até do cara que tem deficiência e que compra o carro. Uma barbaridade! E nós, sim, fizemos o que tinha que fazer, não aumentamos impostos, muito pelo contrário e um estado e outro, que é o mais importante da economia do Brasil faz esse péssimo exemplo aumentando impostos", finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)