SINAL AO MERCADO: Em cerimonia de formatura dos novos diplomatas, Bolsonaro afirma que governo não aumentará impostos; ele falou também que evento na Amazônia mostrará que não tem “um hectare de selva devastado”
Presidente falou, ainda, que precisa dos novos diplomatas para mostrar “que o Brasil está fazendo o que é certo, que estamos reformando a nossa economia, cortando gastos, fazendo reformas, combatendo a corrupção”
( Publicada originalmente às 16h00 do dia 22/10/2020)
(Brasília-DF, 23/10/2.020) Ao participar nesta quinta-feira, 22, da cerimonia de formatura dos novos diplomatas formados pelo Instituto Rio Branco, do Itamaraty, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou que o seu governo não aumentará impostos. Na oportunidade, ele falou também que um evento a ser organizado na Amazônia mostrará aos diplomatas do mundo inteiro que não tem “um hectare de selva devastado” e nem “queimado”.
Ao fazer um discurso breve no evento, realizado no Ministério das Relações Exteriores, o presidente falou, ainda, que precisa dos novos diplomatas para mostrar “que o Brasil está fazendo o que é certo, que estamos reformando a nossa economia, cortando gastos, fazendo reformas, combatendo a corrupção” e desmentir a “falsa narrativa”, que segundo ele vem tomando conta de muitos governos pelo mundo afora.
“Além de outros papeis os senhores são importantíssimos para nós na manutenção da paz, da nossa economia e na nossa liberdade. Lá fora cada um de vocês é um pedaço do nosso Brasil. O que mais nós precisamos é da verdade. Não podemos nos deixar vencer pela falsa narrativa. O mundo sempre esteve em guerra, nem que seja apenas nas comunicações. Não é fácil estar do lado da verdade, mas a verdade me trouxe até aqui e a verdade libertará o nosso país. E os senhores são instrumentos disso”, iniciou.
“Precisamos de cada vez mais que os senhores mostrem ao mundo que o Brasil está fazendo o que é certo, que nós estamos reformando a nossa economia, estamos cortando gastos, fazendo reformas, combatendo a corrupção pelo exemplo. O nosso governo aí materializado pelos Ministérios, estatais e bancos oficiais, dado o critério de escolha de seus representantes, não temos neste quase dois anos que se completam, um só ato de corrupção. Estamos simplificando impostos, o nosso país, Paulo Guedes, o governo federal não aumentou impostos durante a pandemia e não aumentará também quando ela nos deixar”, complementou.
“Quando se fala em amazônia, estamos ultimando uma viagem Manaus [até] Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de todos os países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia que não virão em nossa floresta amazônica nada queimando, ou sequer um hectare de selva devastado. Não é fácil falar e levar a verdade, mas nós confiamos em vocês: nós temos que lutar por aquilo que é nosso, não podemos ceder”, comentou.
Liberdade e ataque à imprensa
Na sequência, Bolsonaro voltou a destacar que o seu governo é um ferrenho defensor da liberdade e que defende a atuação livre da imprensa, apesar, segundo ele, os veículos de comunicação fazem muitas vezes ilações e propagam mentiras.
“Nós preservamos a liberdade de imprensa, imprensa brasileira em nenhum momento vocês ouviram deste presidente algo parecido como controle social da mídia, apesar de tudo, nós suportamos o que vocês escrevem, mostram e divulgam, sem qualquer retaliação da nossa parte. Nós estamos dando liberdade a quem produz no Brasil, nós respeitamos os contratos. Jovens formandos, precisamos de vocês para que levem a verdade lá para fora”, completou.
Eleições
Já de volta ao Palácio do Alvorada, Bolsonaro fez uma transmissão ao lado de um apoiador, onde reclamou que tem muitos candidatos fazendo campanha eleitoral utilizando o seu nome e a sua imagem. Mas que deixará isso a critério do eleitor que terá que ver, se isso procede, ou não. Segundo o presidente, não tem como ele “fiscalizar isso”
“Eu não posso mergulhar na campanha de ninguém porque eu tenho um trabalho enorme pela frente aqui. Pessoal, são 550 mil candidatos no Brasil. Tem muita gente aí usando o nome, outros batem em mim até, querem ganhar voto criticando, e tudo bem. É direito deles. Agora, tem gente que agora pregou a fotografia dele na minha. Mas eu não tenho como fiscalizar isso, não tem como. Vocês que tem que ver”, emendou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)