BOLSONARO NO NORDESTE: Hildo Rocha está confiante que Bolsonaro anunciará, ainda em 2.020, liberação de recursos para duplicar trechos da BR-010, no Sul do Maranhão
Emedebista maranhense comemorou, ainda, levantamentos feito por ele que apontam que presidente Bolsonaro supera o ex-presidente Lula em vários municípios do estado; além destacar importância de lei, oriunda de um projeto seu, que garante recursos da meren
( Publicada originalmente às 12h 50 do dia 14/10/2020)
( reeditado)
(Brasília-DF, 15/10/2.020) O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou, com exclusividade para a reportagem da Política Real, que está confiante de que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) anunciará, até o final do ano deste 2.020, a liberação de recursos para duplicar dois trechos da BR-010, no Sul do Maranhão.
Segundo o emedebista, os recursos para garantir que este investimento seja realizado na rodovia federal, que liga a cidade de Imperatriz aos municípios de Açailândia e Estreito - já estão quase concretizados graças a articulação e o empenho da bancada federal maranhense junto ao Ministério da Infraestrutura e ao Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT).
“Nós esperamos que o presidente vá ao Maranhão, ele disse que irá ainda este ano. Provavelmente irá depois das eleições. Para o Maranhão será muito bom. Com certeza ele irá anunciar investimentos do governo federal no nosso estado e um dos investimentos que nós estamos aguardando, ansiosamente, é a duplicação da BR-010, de Imperatriz até Açailândia, na primeira etapa, e na segunda etapa de Imperatriz até Estreito. Nós aguardamos que este investimento seja anunciado”, falou.
“Inclusive, para facilitar tudo isso, nós já conseguimos os recursos para fazer o projeto. O projeto está sendo, ainda, concluído agora pelo DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura] e [ele] é fundamental para o desenvolvimento do Maranhão, tendo em vista que aquela região ali o volume de transporte de veículos pesados é muito grande. Hoje nós temos ali naquela região a maior fábrica de celulose da América Latina, o que implica em dizer que você tem que estar transportando toras de madeira de eucalipto de várias localidades daquela região, lá para Imperatriz, onde está situada a fábrica de celulose que é da empresa Suzano”, acrescentou.
“Além disso tem outras empresas que trabalham já, com base, nos produtos da celulose, que é matéria-prima e importante para várias indústrias de vários segmentos. Então, o presidente já tinha essa ideia e nós ajudamos, da bancada [federal], colocando estes recursos [que] deve estar [sendo] anunciado lá na região, em Tocantina”, complementou.
Bolsonaro versus Lula
Na oportunidade, Hildo Rocha comemorou, ainda, os números apresentados por alguns levantamentos feito por ele que apontariam que o presidente Jair Bolsonaro vem conseguindo superar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em vários municípios do estado, sobretudo das regiões Sul e Sudoeste.
O emedebista abordou o tema quando perguntado sobre a fala do atual presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo do Brasil (Embratur), Gilson Machado Neto, que no último dia 02 em cerimonia realizada no município de São José do Egito (PE), quando da inauguração da primeira etapa do sistema adutor do Pajeú, no agreste pernambucano, e que normalizará o abastecimento de água para mais de 100 mil pessoas, afirmou que o “Nordeste não gosta do PT, não; gosta é de governo, gosta de quem faz”.
Bolsonaro e Lula em destaque no Maranhão
“Ele [Bolsonaro] tem crescido muito a sua aceitação do governo dele. A popularidade dele tem aumentado significativamente. Eu tenho feito pesquisas. Desde o ano passado eu faço pesquisa, até para nos posicionarmos em relação aos municípios e nas disputas municipais e eu tenho percebido um aumento significativo da popularidade do presidente Bolsonaro. [Em] muitos municípios, hoje ele está muito mais a frente do que a avaliação do governo dele e do governo do estado, que é do governo do Flávio Dino (PCdoB)”, comemorou.
“E, inclusive, em muito desses municípios hoje, se a disputa [à Presidência da República, em 2.022] fosse entre ele, [Bolsonaro], e o [ex] presidente Lula, ele [Bolsonaro] ganharia do presidente Lula, sobretudo na região Sul do Maranhão e mais [sic] também na região do Sudoeste. [Ele, Bolsonaro] já desponta bem na frente do presidente Lula, que sempre teve uma votação muito grande no Maranhão. Nas duas vezes que disputou a eleição, [em 2.002 e 2.006], inclusive, a força política dele fez com que elegesse a [ex-presidente] Dilma [Roussef (PT)] por duas vezes, [em 2.010 e 2.014]”, registrou.
Segurança alimentar
Hildo Rocha destacou também a importância da lei 13.987/20, sancionada em 16 de junho pelo presidente brasileiro, oriunda de um projeto seu, que garante o uso dos recursos da merenda escolar para a compra de cestas básicas fornecidas para as famílias carentes.
Para o parlamentar, essa nova legislação foi “fundamental” para que milhões de brasileiros vulneráveis conseguissem passar por este período de pandemia, causada pelo novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 150 mil brasileiros desde março, quando a doença paralisou diversas atividades econômicas em meio as medidas tomadas pelos governos municipais e estaduais, como forma de conter a propagação do vírus que possui uma alta taxa de letalidade.
“Verdade, a fome ainda dói perante muitas famílias de brasileiros. O nosso projeto permite que hoje, hoje mesmo, dez milhões de crianças estejam comendo graças a nossa iniciativa de que assim que surgiu a pandemia e as escolas terem sido fechadas, de permitir que o alimento da merenda escolar pudesse ser entregue nas residências das famílias”, comentou.
“Por que pela legislação original [Lei 11.947/09], o produto só poderia ser fornecido dentro da escola. Não poderia, mesmo que uma professora quisesse fazer um evento fora da escola um evento lúdico, a escola que quisesse levar alimentos neste evento, fora do ambiente escolar, é proibido, é uma improbidade administrativa, porque a lei diz isso. Então eu modifiquei a lei no sentido de que esses produtos da merenda escolar pudesse ser entregues e isso foi sancionado, além de que favoreceu os agricultores familiares do Brasil inteiro”, pontuou.
Alívio para agricultores
O emedebista salietou que a Lei 13.987/20 foi ainda um alívio para os agricultores familiares que continuaram produzindo e assim mantendo o fornecimento para as crianças, apesar das escolas estarem fechadas para evitar que a covid-19 provocasse ainda mais mortes e infectados, no país.
“Por que, pelo menos, 30% destes recursos que são usados para comprar alimentos para a merenda escolar tem que ser [comprado] da agricultura familiar. E, isso, imagina você que a maior parte das escolas públicas estão fechadas. Então, de março para cá, nove meses, esses produtores estariam quebrados, porque estariam produzindo com a garantia de que as escolas iriam adquirir os seus alimentos. Então muitos iriam quebrar, porque as escolas são os mercados deles”, observou.
“Então esse projeto que foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e que ele continua mantendo, por que o governo federal está mandando regularmente, mensalmente, os recursos para que as prefeituras e os estados possam comprar a alimentação, que é distribuída agora para essas famílias. Ou seja, o que seria distribuída para as crianças nas escolas, hoje esse dinheiro está sendo usado como cesta básica para as famílias mais pobres do Brasil, graças a essa nossa iniciativa”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)