LAVA JATO: Bolsonaro afirma que acabou com a Lava Jato porque já não tem mais corrupção no governo
Presidente declarou, ainda, que escolha pelo nome de Kássio Marques para o STF é boa por que recebeu várias críticas “grande mídia”
( Publicada originalmente às 20h 45 do dia 07/10/2020)
(Brasília-DF, 08/10/2.020) O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou nesta quarta-feira, 7, que ajudou a acabar com a operação Lava Jato porque já não tem mais corrupção no governo federal. Ele fez essa declaração quando participava de uma solenidade no Palácio do Planalto, onde participava do lançamento do programa “Voo Simples” que tem como objetivo modernizar e simplificar a aviação brasileira.
Na oportunidade, o presidente declarou, ainda, que escolha dele pelo nome do desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF-1), Kássio Nunes Marques, para o Supremo Tribunal Federal (STF) é boa por que essa sua indicação recebeu várias críticas por parte da “grande mídia”. Ao mesmo tempo em que criticou a imprensa brasileira, ele destacou a importância que os veículos e jornalistas têm para com o país. Preferindo ele às críticas do que o silêncio imposto.
“É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação. [...] Quando eu indico qualquer pessoa para qualquer local, eu sei que é uma boa pessoa tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe da grande mídia. Essa imprensa que é muito importante para todos nós e nós queremos a sua liberdade”, emendou.
“Me acusam muitas vezes, de eu ser autoritário. [Mas] eu nunca propus um controle social da mídia. Eu nunca propus um Projeto de Lei para combater fake news, se bem que eu sou o que mais sofro com fake news. A liberdade é alma do nosso povo. Eu sem liberdade, abro mão da minha vida. O que eu quero é um Brasil melhor para todos nós. Temos como fazer isso”, complementou.
Economia
Na sequência, Bolsonaro quis mostrar que não há nenhum atrito entre ele e o seu ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar tranquilizar os investidores.
“É um país, Paulo Guedes, onde nós respeitamos os contratos. Nós não queremos nada de anormal para dar um jeitinho ali, lá, ou acolá. Me surpreende, por vezes, o mercado por declaração de um ministro, ou de um funcionário de segundo escalão e falar alguma coisa e aquilo passar a ser uma verdade, [onde] a Bolsa cai, o dólar sobe. A palavra final na economia não é de uma pessoa só. São duas pessoas: eu e Paulo Guedes”, completou o presidente.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)