CORRUPÇÃO NA PANDEMIA: Polícia Federal faz operação na residência do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés
O objetivo da operação é subsidiar o inquérito que apura fraudes na compra de respiradores para enfrentamento da pandemia da covid-19 no estado.
( Publicada originalmente às 10h00 do dia 30/09/2020)
(Brasília-DF, 01/10/2020) Os problemas para cima dos governadores face a esse momento de pandemia não cessam. O governador do RJ, Wilson Witzel, já foi foi afastado, o governador Wilson Santos, do Amazonas, continua sob “fogo cerrado”, o governador do Pará, Hélder Barbalho, sofreu “batida” da PF, a cúpula da Saude no Distrito Federal(DF) está toda presa na Papuda, e agora mais problema em Santa Catarina,
Por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), hoje, 30, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), e outros dois ex-integrantes do governo estadual. Os pedidos foram feitos pelo Ministério Público Federal (MPF),
O objetivo da operação é subsidiar o inquérito que apura fraudes na compra de respiradores para enfrentamento da pandemia da covid-19 no estado. O contrato sob suspeita movimentou R$ 33 milhões. O caso tramita sob sigilo.
Com as medidas, os investigadores buscam provas da relação entre o governador, sua equipe e empresários que venderam 200 respiradores ao estado de Santa Catarina. As investigações revelaram indícios de participação do chefe do Executivo estadual na contratação da empresa Veigamed.
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirma ao STF que as buscas são necessárias para aprofundar as investigações e para verificar se a ordem de pagamento antecipado partiu do governador Carlos Moisés. Para o MPF, há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público. Além disso, os investigadores apuram se houve lavagem de dinheiro decorrente da prática do crime antecedente contra a administração pública, mediante ocultação e distanciamento da origem dos recursos públicos desviados da compra de respiradores.
"Tais delitos comprometem a higidez e a credibilidade do governo do estado de Santa Catarina e põe em risco a saúde e a vida de toda a população catarinense, acometida dos males decorrentes do covid-19", sustenta. "Além do mais, não se está a tratar de caso relacionado a criminalidade corriqueira, mas sim de fatos praticados em contexto de suposta criminalidade organizada, sofisticada e estruturada com os mais altos aparatos de poder, contando com a articulação de agentes com poder econômico, elevado conhecimento jurídico, forte influência política e, inclusive, a autoridade máxima do Poder Executivo catarinense", conclui.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)