31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESOCUPAÇÃO: Segundo PNAD continua, desocupação foi recorde e chegou a 13,8%; foram vários números recordes

É o maior índice na série histórica

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( Publicada originalmente às 10h00 do dia 30/09/2020) 

(Brasília-DF, 01/10/2020) Não foi novidade, pois quem estava atento sos números já arriscava. Nesta quarta-feira, 30, o IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou sua PNAD contínua mostrando um recorde apontando que taxa de desocupação foi de 13,8%  no trimestre de maio a julho de 2020.  Essa foi a mais alta  taxa da série histórica iniciada em 2012.

A população desocupada  chegou a 13,1 milhões de pessoas ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (12,8 milhões) e subiu 4,5% (561 mil pessoas a mais) em relação mesmo trimestre de 2019 (12,6 milhões).

A população ocupada chegou a 82,0 milhões, caindo  8,1% em relação ao trimestre anterior e 12,3% frente ao mesmo trimestre de 2019.

A taxa composta de subutilização  chegou a 30,1% - foi recorde na série, crescendo 4,5 p.p. em relação ao trimestre móvel anterior (25,6%) e 5,6 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (24,6%). A população subutilizada  é de 32,9 milhões de pessoas,  também foi recorde, subindo 14,7% frente ao trimestre anterior.

Força de trabalho

A chamada força de trabalho, de 95,2 milhões de pessoas – é  a menor da série histórica. A população fora da força de trabalho  chegou a 79,0 milhões de pessoas e também  foi recorde da série.

A população desalentada de 5,8 milhões também foi recorde. O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada  chegou a 5,7%, também foi recorde.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi estimado em 29,4 milhões, foi o menor da série.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado  foi de 8,7 milhões de pessoas.  O número de trabalhadores por conta própria foi de 21,4 milhões de pessoas, caindo -8,4% frente ao trimestre móvel anterior e também ao mesmo período de 2019.

Rendimento

O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.535. A massa de rendimento real habitual  chegou a  R$ 203,0 bilhões e caiu 3,8% frente ao trimestre anterior.

Frente ao trimestre móvel anterior, o rendimento médio real habitual cresceu em dois grupamentos de atividade: Indústria (6,2%, ou mais R$ 151) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,3%, ou mais R$ 148). Os demais grupamentos não tiveram variações significativas.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)