Bahia. Sérgio Carneiro fala do fim do carlismo no estado, crescimento econômico, reeleição em Salvador e sucessão presidencial com a presença de Jaques Wagner.
A vitória de Jaques Wagner na Bahia, deu início ao fim do carlismo no estado.
Publicado em
( Brasília-DF,08/10/2007) “Nesses nove meses da administração Jaques Wagner, podemos afirmar com certeza: a Bahia melhorou, muito, com relação ao governo anterior".
Essa foi a tônica, nesta segunda feira, 08, do discurso do deputado Sérgio Carneiro(PT-BA), no Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara Federal.
Ele explicou o que melhorou na Bahia, com a administração Jaques Wagner, falou sobre sucessão municipal, reeleição do atual prefeito, João Henrique(PMDB), seu irmão, e sucessão presidencial em 2010, com a possível candidatura petista Jaques Wagner.
Segundo Sérgio Carneiro, o primeiro grande marco da administração Jaques Wagner se deu, já, na vitória petista em outubro do ano passado, com o início do desaparecimento da era do carlismo no estado, afinal, disse o parlamentar: "Jaques Wagner sucedeu não há um partido, mais um modelo, que governava a Bahia por dezesseis anos".
Ao assumir o poder, Jaques Wagner encontrou um estado com seu orçamento anual já totalmente elaborado pela administração anterior, e teve que se adaptar ao que recebeu financeiramente das mãos do ex-governador Paulo Souto(DEM).
Jaques Wagner cortou inicialmente despesas reduzindo em 30% o número de cargos em confiança, terceirização e outros gastos supérfulos. Estes recursos economizados estão sendo investidos na educação e na saúde do estado, afirmou Sérgio Carneiro.
Jaques Wagner botou a "casa" em ordem o que lhe habilitou assinar contrato com o Banco Mundial para recuperação de estradas, receber recursos federais do PAC, superiores a R$1,3 bi possibilitando ao governador o lançamento de programas novos nas áreas de saneamento e água no estado melhorando a situação da saúde e educação pública.
Sobre sucessão presidencial, mesmo elogiando o nome do ex-ministro cearense, Ciro Gomes(PSB), cotado "na bolsa de especulações políticas de Brasília", como um dos prováveis candidato de Lula a sucessão presidencial, Sérgio Carneiro defende a candidatura de Jaques Wagner a presidência da República em 2010.
"Jaques Wagner é carioca, tem uma forte relação com o presidente Lula, escolheu a Bahia como sua terra para viver e criar sua família e fazer política, o que lhe credencia trabalhar votos nos dois estados brasileiro, terceiro e quarto eleitorado do país", alertou Sérgio Carneiro.
"Se o vice-de Jaques Wagner for um candidato de Minas Gerais ou de São Paulo, teremos então fechado um acordo com os três maiores colégios eleitorais do país, dando início a uma grande candidatura, somada ao apoio do presidente Lula", afirmou Sérgio Carneiro.
Sobre a sucessão municipal da capital do estado, Salvador, em 2008, Sérgio Carneiro deixou claro que não será igual a última realizada em 2005, onde o candidato do então PDT, João Henrique, seu irmão, derrotou o carlista, senador César Borges.
Naquela época a disputa foi tripartide. PDT-PFL-PT, sendo que o candidato petista a época, Nelson Pelegrino, só não foi para o segundo turno por apenas 0,28% do votos válidos. Agora em 2008 a situação é outra. “Teremos novos candidatos com uma disputa quatripartide”, alertou Sérgio Carneiro.
“João Henrique, agora pelo PMDB, com apoio do ministro Geddel, ACM Neto pelo DEMOS, com apoio do ex-governador Paulo Souto do PR e PP de João Leão, Nelson Pelegrino do PT com apoio dos partidos de esquerda, em destaque PCdoB e o tucano Antônio Embassay, ex-PFL, representando o PSDB”, analisou Sérgio Carneiro.
Após esta análise e as declarações de Lula, o mais prejudicado nesta próxima eleição de Salvador deverá ser o candidato petista, Nelson Pelegrino. Lula já afirmou que nos municípios em que a base aliada estiver rachada, como é o caso de Salvador, onde PT, PMDB e PDT não se entendem, ele não subirá em palanque diferentes para pedir votos para nenhum dos candidatos.
Porém, o deputado Sérgio Carneiro está livre de envolvimento numa briga política em Salvador, seu título de eleitor é de Feira de Santana onde o PT disputará diretamente com os DEM, podendo contar com apoio de dois caciques políticos de peso no estado. Lula e Geddel.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)
Essa foi a tônica, nesta segunda feira, 08, do discurso do deputado Sérgio Carneiro(PT-BA), no Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara Federal.
Ele explicou o que melhorou na Bahia, com a administração Jaques Wagner, falou sobre sucessão municipal, reeleição do atual prefeito, João Henrique(PMDB), seu irmão, e sucessão presidencial em 2010, com a possível candidatura petista Jaques Wagner.
Segundo Sérgio Carneiro, o primeiro grande marco da administração Jaques Wagner se deu, já, na vitória petista em outubro do ano passado, com o início do desaparecimento da era do carlismo no estado, afinal, disse o parlamentar: "Jaques Wagner sucedeu não há um partido, mais um modelo, que governava a Bahia por dezesseis anos".
Ao assumir o poder, Jaques Wagner encontrou um estado com seu orçamento anual já totalmente elaborado pela administração anterior, e teve que se adaptar ao que recebeu financeiramente das mãos do ex-governador Paulo Souto(DEM).
Jaques Wagner cortou inicialmente despesas reduzindo em 30% o número de cargos em confiança, terceirização e outros gastos supérfulos. Estes recursos economizados estão sendo investidos na educação e na saúde do estado, afirmou Sérgio Carneiro.
Jaques Wagner botou a "casa" em ordem o que lhe habilitou assinar contrato com o Banco Mundial para recuperação de estradas, receber recursos federais do PAC, superiores a R$1,3 bi possibilitando ao governador o lançamento de programas novos nas áreas de saneamento e água no estado melhorando a situação da saúde e educação pública.
Sobre sucessão presidencial, mesmo elogiando o nome do ex-ministro cearense, Ciro Gomes(PSB), cotado "na bolsa de especulações políticas de Brasília", como um dos prováveis candidato de Lula a sucessão presidencial, Sérgio Carneiro defende a candidatura de Jaques Wagner a presidência da República em 2010.
"Jaques Wagner é carioca, tem uma forte relação com o presidente Lula, escolheu a Bahia como sua terra para viver e criar sua família e fazer política, o que lhe credencia trabalhar votos nos dois estados brasileiro, terceiro e quarto eleitorado do país", alertou Sérgio Carneiro.
"Se o vice-de Jaques Wagner for um candidato de Minas Gerais ou de São Paulo, teremos então fechado um acordo com os três maiores colégios eleitorais do país, dando início a uma grande candidatura, somada ao apoio do presidente Lula", afirmou Sérgio Carneiro.
Sobre a sucessão municipal da capital do estado, Salvador, em 2008, Sérgio Carneiro deixou claro que não será igual a última realizada em 2005, onde o candidato do então PDT, João Henrique, seu irmão, derrotou o carlista, senador César Borges.
Naquela época a disputa foi tripartide. PDT-PFL-PT, sendo que o candidato petista a época, Nelson Pelegrino, só não foi para o segundo turno por apenas 0,28% do votos válidos. Agora em 2008 a situação é outra. “Teremos novos candidatos com uma disputa quatripartide”, alertou Sérgio Carneiro.
“João Henrique, agora pelo PMDB, com apoio do ministro Geddel, ACM Neto pelo DEMOS, com apoio do ex-governador Paulo Souto do PR e PP de João Leão, Nelson Pelegrino do PT com apoio dos partidos de esquerda, em destaque PCdoB e o tucano Antônio Embassay, ex-PFL, representando o PSDB”, analisou Sérgio Carneiro.
Após esta análise e as declarações de Lula, o mais prejudicado nesta próxima eleição de Salvador deverá ser o candidato petista, Nelson Pelegrino. Lula já afirmou que nos municípios em que a base aliada estiver rachada, como é o caso de Salvador, onde PT, PMDB e PDT não se entendem, ele não subirá em palanque diferentes para pedir votos para nenhum dos candidatos.
Porém, o deputado Sérgio Carneiro está livre de envolvimento numa briga política em Salvador, seu título de eleitor é de Feira de Santana onde o PT disputará diretamente com os DEM, podendo contar com apoio de dois caciques políticos de peso no estado. Lula e Geddel.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)