31 de julho de 2025

São Francisco. Obras, do Exército, avançam, garante Integração.

A Política Real está atenta.

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( Brasília-DF, 25/09/2007) A Política Real teve acesso. As obras dos primeiros trechos do Projeto Integração do rio São Francisco com as bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, sob a responsabilidade do Exército Brasileiro, continuam a avançar. Para avaliar o trabalho que está sendo realizado, na última semana o consultor técnico do Projeto, Rômulo Macedo, esteve na região de Cabrobó, em Pernambuco, onde será feita a captação de água do rio para o Eixo Norte.


No Eixo Norte, em Cabrobó, foi iniciada, em junho deste ano, a construção do canal de aproximação que terá 2.080 metros de extensão e a barragem de Tucutu com 1.790 metros. Para erguer o canal serão necessários o rebaixamento do lençol, escavações em solo e em rocha e o revestimento de talude (uma espécie de rampa inclinada) do canal em rocha. Para a conclusão da barragem de Tucutu, o trabalho do exército terá como foco a limpeza do reservatório, cujo tamanho corresponde a 489 campos de futebol, e as construções do maciço da barragem e da tomada d’água.


Também já foram iniciadas, no município de Floresta, as obras do canal de aproximação do Eixo Leste. Os militares do Exército são responsáveis pela construção do canal que, quando concluído, terá 5.825 metros de extensão. O trabalho prevê a limpeza submersa do lugar, dragagem, escavação com esgotamento, escavação de solo e em rocha e concreto projetado para proteção de taludes. Para a construção da barragem, os militares trabalharão na instalação de britagem, na limpeza do reservatório e nas obras do maciço da barragem e de tomada d’água.



Acompanhado de deputados e integrantes dos comitês de defesa do Projeto nos Estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, Rômulo visitou o canteiro de obras do Exército e apresentou ao grupo a atual fase do Projeto. Segundo ele, o cenário atual do Projeto São Francisco é irreversível. “Já estão em fase de licitação as empresas que serão escolhidas para a construção de 14 lotes, oito no Eixo Norte e 6 no Eixo Leste; as empresas que vão fiscalizar as obras e as que vão fazer os projetos executivos. A idéia é que na primeira fase do Projeto os 14 lotes já estejam funcionando. É um Projeto avançado e irreversível deste Governo”, enfatizou.


O consultor falou, também, sobre a evolução do Projeto desde a sua criação em 1847, o andamento das obras e as previsões de conclusão.

“Já passou mais de 150 anos e a filosofia do Projeto continua válida, que é a interligação da fonte hídrica mais segura que existe no semi-árido brasileiro, o rio São Francisco, com a região que não tem rios perenes, o Nordeste Setentrional. A diferença de anos passados para hoje, é que naquela época existia a vontade política e hoje além desse fator, existem meios tecnológicos. Há a necessidade de implantar definitivamente o Projeto”, afirmou.


A integração do rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional se dará por meio de duas captações do rio no Estado de Pernambuco. As obras estão a cargo dos militares do segundo e terceiro Batalhão de Engenharia do Exército.


A previsão é que até 2030, haja 100% de atendimento da demanda da população beneficiada, garantiu Rômulo Macedo. “Grande parte da população do Nordeste Setentrional apóia o Projeto, existem pequenos grupos organizados que se posicionam contra, alegando que existe demanda hídrica suficiente na região, mas estudos mostram que há um colapso de água. Temos dados precisos e consistentes em relação à necessidade de implantação do Projeto São Francisco e que justificam a execução. A partir do momento que as pessoas entendem o Projeto, elas passam a apoiar, explicou”.

“Para se ter uma idéia será retirado a menor quantidade de água do rio São Francisco, apenas 1,4% da vazão do rio que vai para o mar, preservando em 100% a foz. É um projeto de gestão dos recursos hídricos”, destacou. Ele também enfatizou que estudos mostram que a integração do rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional não terá impacto no rio, proporcionando condições melhores de gestão da água no semi-árido brasileiro. “Órgãos competentes nas esferas federais e estaduais já aprovaram o Projeto, que caminha paralelo com mais 36 programas ambientais”.

( da redação com informações de assessoria)