Bahia. Deputado analisa o momento financeiro internacional; Ele se disse preocupado com as declarações.
A Política Real está atenta
Publicado em
( Brasília-DF, 25/09/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Félix Mendonça(DEM-BA) enviou à redação artigo em que ele avalia o momento internacional. Ele se disse preocupado com a fala de Lula. Veja a íntegra da falação:
“O país em que vivemos
As bolsas mundiais têm apresentado instabilidade por causa da crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos. A pergunta do momento é até que ponto a crise afetará a economia brasileira. As crises nas bolsas de valores são cíclicas, com curvas semelhantes a ondas – que crescem em instantes, mas, em seguida, apresentam quedas bruscas. O Brasil corre perigo se a onda se mantiver crescente, porque nestas circunstâncias os investidores estrangeiros se retraem, com a própria situação do mercado e pela alta taxa de juros que o Banco Central (BC) impõe.
Os valores da economia real são diferentes da nominal (flutuante). Os mercados
financeiros trabalham com referências nominais, por isso a intensidade e a duração da crise dependem da diferença entre o valor da economia real e da flutuante - operada no mercado financeiro brasileiro. Só uma parte das empresas brasileiras opera com valores flutuantes. A maioria das operadoras do mercado financeiro do Brasil trabalha com valores muito próximos do real.
Existem muitos recursos flutuantes na economia mundial e a redução de valores das ações nas bolsas precisa ser analisada com maior profundidade pelo BC. O Brasil deve se preparar para lidar com a retração dos investidores e a fuga do capital estrangeiro. Este é o ponto perigoso: em situações de crise, quem tem dinheiro segura. Diante desse quadro, o governo deveria reduzir os juros para atrair os investidores e impedir o recuo do crescimento econômico do País.
Temerárias, pois, as declarações do presidente Lula, que recentemente afirmou
que o Brasil está blindado da crise nos EUA, e que o problema é da bolsa norte-americana. O problema é do mundo inteiro, porque vivemos numa economia globalizada. Não adianta dizer que o País está imune. Temos muitos fatores que emperram o nosso crescimento. Além de uma das mais altas taxas de juros do mercado financeiro mundial, também temos uma carga tributária pesada e sofremos com a ingerência do governo - que gasta cada vez mais com sua estrutura administrativa, e deixa de investir em projetos de médio e longo prazos para o desenvolvimento econômico do País.
A "econometria" do Banco Central não reflete, em termos de resultados, a real
situação do Brasil. Parece que tudo vai bem com a nossa economia, mas em termos práticos, isso não é verdade, se considerarmos que quase 60% dos trabalhadores brasileiros estão na informalidade, enquanto o sistema financeiro e bancário do Brasil acumula lucros exorbitantes.
Só em 2006, o setor obteve mais de R$ 27 bilhões de reais. Esse é o retrato do país em que vivemos.”
( da redação com informações de assessoria)
“O país em que vivemos
As bolsas mundiais têm apresentado instabilidade por causa da crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos. A pergunta do momento é até que ponto a crise afetará a economia brasileira. As crises nas bolsas de valores são cíclicas, com curvas semelhantes a ondas – que crescem em instantes, mas, em seguida, apresentam quedas bruscas. O Brasil corre perigo se a onda se mantiver crescente, porque nestas circunstâncias os investidores estrangeiros se retraem, com a própria situação do mercado e pela alta taxa de juros que o Banco Central (BC) impõe.
Os valores da economia real são diferentes da nominal (flutuante). Os mercados
financeiros trabalham com referências nominais, por isso a intensidade e a duração da crise dependem da diferença entre o valor da economia real e da flutuante - operada no mercado financeiro brasileiro. Só uma parte das empresas brasileiras opera com valores flutuantes. A maioria das operadoras do mercado financeiro do Brasil trabalha com valores muito próximos do real.
Existem muitos recursos flutuantes na economia mundial e a redução de valores das ações nas bolsas precisa ser analisada com maior profundidade pelo BC. O Brasil deve se preparar para lidar com a retração dos investidores e a fuga do capital estrangeiro. Este é o ponto perigoso: em situações de crise, quem tem dinheiro segura. Diante desse quadro, o governo deveria reduzir os juros para atrair os investidores e impedir o recuo do crescimento econômico do País.
Temerárias, pois, as declarações do presidente Lula, que recentemente afirmou
que o Brasil está blindado da crise nos EUA, e que o problema é da bolsa norte-americana. O problema é do mundo inteiro, porque vivemos numa economia globalizada. Não adianta dizer que o País está imune. Temos muitos fatores que emperram o nosso crescimento. Além de uma das mais altas taxas de juros do mercado financeiro mundial, também temos uma carga tributária pesada e sofremos com a ingerência do governo - que gasta cada vez mais com sua estrutura administrativa, e deixa de investir em projetos de médio e longo prazos para o desenvolvimento econômico do País.
A "econometria" do Banco Central não reflete, em termos de resultados, a real
situação do Brasil. Parece que tudo vai bem com a nossa economia, mas em termos práticos, isso não é verdade, se considerarmos que quase 60% dos trabalhadores brasileiros estão na informalidade, enquanto o sistema financeiro e bancário do Brasil acumula lucros exorbitantes.
Só em 2006, o setor obteve mais de R$ 27 bilhões de reais. Esse é o retrato do país em que vivemos.”
( da redação com informações de assessoria)