Sergipe. Depois da divulgação do PIB, Albano Franco critica tempo perdido.
Albano Franco é tido como um tucano light face a ligação com o governador Déda, do Sergipe.
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( Brasília-DF, 13/09/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Albano Franco( PSDB-SE), um dos mais falantes do plenário Ulysses Guimarães. Ele que cosntuma falar um pouco de tudo – desde temas da paróquia até assuntos nacionais ou célebres.
Hoje, ele foi à tribuna tratar de economia. Em sua avaliação teria acabo o tempo de bonança na economia mundial – seis anos ininterruptos de crescimento
Ele se manifesta no dia seguinte a divulgação dos números sobre o segundo trimestre que apontam para um possível crescimento acima do previsto. Ele não perdoa.
“ Infelizmente, não fizemos as reformas institucionais indispensáveis a um maior crescimento da nossa economia. Não definimos um rumo que guindasse o Brasil ao ranking dos países emergentes, que obtiveram os maiores benefícios com a atração de volumosos investimentos a exemplo da China, Índia e Rússia. Ficamos patinando num acanhado crescimento médio inferior a 3% ao ano enquanto os citados países superaram o patamar dos 10% anuais.”
Ele ainda foi mais duro:
“Olhando para o passado recente, Sr. Presidente, damo-nos conta do precioso tempo perdido. Mais do que isso: além de perdido, gasto em gestões e ações improdutivas para o futuro do País. Basta citar a exponencial elevação das despesas correntes do Governo, que não promovem efeitos econômicos multiplicadores. Muito ao contrário, representam um entrave ao crescimento, já que induzem o Governo a drenar mais recursos da sociedade para satisfazer o aumento de seus gastos exorbitantes, o que implica numa perniciosa transferência da poupança privada para ele.”
Albano Franco é visto como um tucano afinado com o governador petista Marcelo Déda, do Sergipe, um dos favoritos do presidente Lula.
Veja a íntegra da fala do deputado Albano Franco:
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, já há fortes indícios de que está chegando ao fim o virtuoso período de prosperidade da economia mundial, iniciado há 6 anos e que se projetou até os dias atuais, quando o PIB global cresceu a uma extraordinária taxa média superior a 5% ao ano.
Considerada como um problema sério pelas principais organizações econômicas internacionais, especialmente OCDE e FMI, a crise de crédito que estourou nos Estados Unidos e se propagou para o resto do mundo é o mais nítido sinal de que, no mínimo, caminha-se para uma desaceleração econômica de magnitude ainda imensurável.
Obviamente, Sr. Presidente, esse projetado menor crescimento da economia mundial trará repercussões para o nosso País que, lamentavelmente, não soube tirar proveito dessa fase de grande prosperidade prestes a se encerrar.
Infelizmente, não fizemos as reformas institucionais indispensáveis a um maior crescimento da nossa economia. Não definimos um rumo que guindasse o Brasil ao ranking dos países emergentes, que obtiveram os maiores benefícios com a atração de volumosos investimentos a exemplo da China, Índia e Rússia. Ficamos patinando num acanhado crescimento médio inferior a 3% ao ano enquanto os citados países superaram o patamar dos 10% anuais.
Olhando para o passado recente, Sr. Presidente, damo-nos conta do precioso tempo perdido. Mais do que isso: além de perdido, gasto em gestões e ações improdutivas para o futuro do País. Basta citar a exponencial elevação das despesas correntes do Governo, que não promovem efeitos econômicos multiplicadores. Muito ao contrário, representam um entrave ao crescimento, já que induzem o Governo a drenar mais recursos da sociedade para satisfazer o aumento de seus gastos exorbitantes, o que implica numa perniciosa transferência da poupança privada para ele.
Para que se tenha uma idéia disso, convém ressaltar a baixíssima proporção de 0,5% do PIB que a União investe anualmente. Esta relação torna-se ainda mais insignificante, e ao mesmo tempo trágica, quando se sabe que já é próxima de 30% a despesa total do Governo Federal com relação ao PIB. Como se vê, tantos recursos para quase nenhum investimento.
Esses números, Sr. Presidente, mostram com clareza o precioso tempo perdido em não termos feito a indispensável reforma tributária, que a cada dia torna-se crucial, em face da expansão do gasto público a custa de mais impostos. Com uma carga tributária atualmente próxima de 37% do PIB, uma das maiores do mundo, sem uma contrapartida de serviços eficientes e investimentos na infra-estrutura, estamos assistindo a derradeira cena de um vigoroso espetáculo de crescimento do qual não participamos.
A própria estabilidade, conseguida pelo bem-sucedido Plano Real, poderá vir a ser comprometida pelas fortes pressões de demanda sobre uma economia que está crescendo pouco. Sem dúvida, não será apenas o crescimento, mas a estabilidade sofrerá sérios abalos em conseqüência da crise mundial.
Enfim, Sr. Presidente, o bom senso sugere que, apesar do tempo perdido, ainda é tempo de se dar um rumo ao País, com a definição de um programa claro e factível de reformas, no qual a tributária e a do Estado assumam as prioridades mais urgentes, a fim de que se possa reverter esse quadro perverso. E este programa deve ser imediatamente iniciado com a extinção da CPMF.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)
Hoje, ele foi à tribuna tratar de economia. Em sua avaliação teria acabo o tempo de bonança na economia mundial – seis anos ininterruptos de crescimento
Ele se manifesta no dia seguinte a divulgação dos números sobre o segundo trimestre que apontam para um possível crescimento acima do previsto. Ele não perdoa.
“ Infelizmente, não fizemos as reformas institucionais indispensáveis a um maior crescimento da nossa economia. Não definimos um rumo que guindasse o Brasil ao ranking dos países emergentes, que obtiveram os maiores benefícios com a atração de volumosos investimentos a exemplo da China, Índia e Rússia. Ficamos patinando num acanhado crescimento médio inferior a 3% ao ano enquanto os citados países superaram o patamar dos 10% anuais.”
Ele ainda foi mais duro:
“Olhando para o passado recente, Sr. Presidente, damo-nos conta do precioso tempo perdido. Mais do que isso: além de perdido, gasto em gestões e ações improdutivas para o futuro do País. Basta citar a exponencial elevação das despesas correntes do Governo, que não promovem efeitos econômicos multiplicadores. Muito ao contrário, representam um entrave ao crescimento, já que induzem o Governo a drenar mais recursos da sociedade para satisfazer o aumento de seus gastos exorbitantes, o que implica numa perniciosa transferência da poupança privada para ele.”
Albano Franco é visto como um tucano afinado com o governador petista Marcelo Déda, do Sergipe, um dos favoritos do presidente Lula.
Veja a íntegra da fala do deputado Albano Franco:
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, já há fortes indícios de que está chegando ao fim o virtuoso período de prosperidade da economia mundial, iniciado há 6 anos e que se projetou até os dias atuais, quando o PIB global cresceu a uma extraordinária taxa média superior a 5% ao ano.
Considerada como um problema sério pelas principais organizações econômicas internacionais, especialmente OCDE e FMI, a crise de crédito que estourou nos Estados Unidos e se propagou para o resto do mundo é o mais nítido sinal de que, no mínimo, caminha-se para uma desaceleração econômica de magnitude ainda imensurável.
Obviamente, Sr. Presidente, esse projetado menor crescimento da economia mundial trará repercussões para o nosso País que, lamentavelmente, não soube tirar proveito dessa fase de grande prosperidade prestes a se encerrar.
Infelizmente, não fizemos as reformas institucionais indispensáveis a um maior crescimento da nossa economia. Não definimos um rumo que guindasse o Brasil ao ranking dos países emergentes, que obtiveram os maiores benefícios com a atração de volumosos investimentos a exemplo da China, Índia e Rússia. Ficamos patinando num acanhado crescimento médio inferior a 3% ao ano enquanto os citados países superaram o patamar dos 10% anuais.
Olhando para o passado recente, Sr. Presidente, damo-nos conta do precioso tempo perdido. Mais do que isso: além de perdido, gasto em gestões e ações improdutivas para o futuro do País. Basta citar a exponencial elevação das despesas correntes do Governo, que não promovem efeitos econômicos multiplicadores. Muito ao contrário, representam um entrave ao crescimento, já que induzem o Governo a drenar mais recursos da sociedade para satisfazer o aumento de seus gastos exorbitantes, o que implica numa perniciosa transferência da poupança privada para ele.
Para que se tenha uma idéia disso, convém ressaltar a baixíssima proporção de 0,5% do PIB que a União investe anualmente. Esta relação torna-se ainda mais insignificante, e ao mesmo tempo trágica, quando se sabe que já é próxima de 30% a despesa total do Governo Federal com relação ao PIB. Como se vê, tantos recursos para quase nenhum investimento.
Esses números, Sr. Presidente, mostram com clareza o precioso tempo perdido em não termos feito a indispensável reforma tributária, que a cada dia torna-se crucial, em face da expansão do gasto público a custa de mais impostos. Com uma carga tributária atualmente próxima de 37% do PIB, uma das maiores do mundo, sem uma contrapartida de serviços eficientes e investimentos na infra-estrutura, estamos assistindo a derradeira cena de um vigoroso espetáculo de crescimento do qual não participamos.
A própria estabilidade, conseguida pelo bem-sucedido Plano Real, poderá vir a ser comprometida pelas fortes pressões de demanda sobre uma economia que está crescendo pouco. Sem dúvida, não será apenas o crescimento, mas a estabilidade sofrerá sérios abalos em conseqüência da crise mundial.
Enfim, Sr. Presidente, o bom senso sugere que, apesar do tempo perdido, ainda é tempo de se dar um rumo ao País, com a definição de um programa claro e factível de reformas, no qual a tributária e a do Estado assumam as prioridades mais urgentes, a fim de que se possa reverter esse quadro perverso. E este programa deve ser imediatamente iniciado com a extinção da CPMF.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)